A polícia equatoriana atuou para o desarme da bomba nesta quinta-feiraRedes sociais / Reprodução
Polícia desativa bomba colocada em frente a uma unidade judicial no Equador
Dispositivo estava em uma caixa de papelão na entrada do prédio
A polícia equatoriana detonou de forma controlada uma bomba colocada em frente a um complexo judicial em Quito, em meio a um ataque de grupos criminosos contra promotores e juízes.
Confrontadas entre si e em guerra contra o Estado, as gangues se fortalecem no país e deixaram cerca de 40 funcionários do sistema judiciário assassinados nos últimos seis anos no Equador, segundo um sindicato.
A bomba desta quinta-feira (25) estava em uma caixa de papelão na entrada do prédio, acompanhada de um panfleto dirigido aos juízes.
"Era um artefato explosivo, que já foi desativado ou neutralizado" pela polícia antibombas, disse aos repórteres o coronel Mauricio León, comandante da polícia de Quito.
A mensagem foi "dirigida aos juízes" com uma advertência para "tomar medidas corretivas" em "alguns casos", acrescentou León, sem especificar as causas judiciais.
O Conselho Judiciário condenou esses "atos de intimidação" e anunciou que construirá "tribunais tipo bunker" para proteger funcionários e réus.
A Associação Equatoriana de Magistrados e Juízes (Aemaj) expressou sua "profunda preocupação" com o incidente e destacou a "crescente vulnerabilidade" enfrentada pelos servidores.
O assassinato mais recente de um funcionário ocorreu em meados deste mês na cidade litorânea de Manta (sudoeste), onde uma promotora foi morta a tiros.
