O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, nesta terça-feira, 4, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A ligação durou cerca de uma hora e foi iniciada a pedido do governo brasileiro, segundo nota divulgada pelo Kremlin.
Antes do telefonema, na manhã desta terça-feira, Lula esteve reunido no Palácio do Planalto com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e com o assessor especial Celso Amorim.
De acordo com a nota divulgada pelo Kremlin, Lula e Putin "discutiram formas de fortalecer a relação bilateral em várias áreas", ressaltando que "uma atenção particular deve ser dada à expansão e à diversificação do comércio bilateral". "Houve uma troca de visões sobre questões internacionais atuais, incluindo a situação envolvendo a Ucrânia. Vladimir Putin agradeceu sua contraparte brasileira pelos seus esforços para ajudar a encontrar uma solução política e diplomática para o conflito na Ucrânia", completou.
O governo russo disse, ainda, que Lula e Putin "confirmaram que a Rússia e o Brasil têm posições idênticas ou similares sobre várias questões globais importantes".
De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), os dois discutiram a incapacidade de resolução de conflitos por parte da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Os presidentes discutiram também a situação geopolítica atual. O presidente Lula expressou sua decepção com a incapacidade do Conselho de Segurança da ONU em encaminhar uma solução para os conflitos e sublinhou a importância do diálogo entre as grandes potências em busca da paz. Nesse contexto, o presidente Lula ressaltou os aspectos humanitários dos conflitos, lamentando a perda de vidas humanas, inclusive civis", diz a nota da Secom.
A Ligação durou por cerca de uma hora. Nela, o presidente brasileiro mencionou ao russo a necessidade de se eleger a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet como secretária-geral da entidade.
Já no âmbito econômico, Lula ressaltou ao presidente russo a importância do comércio bilateral, em especial no diesel e em fertilizantes. "Também ressaltou a necessidade de buscar maior equilíbrio no intercâmbio comercial, com aumento das exportações brasileiras para a Rússia", diz a nota.