Trump assinou um decreto no qual pede para espaçar a aplicação em criançasJim Watson / AFP
Trump assinou na segunda-feira (10) um decreto no qual pede para espaçar a aplicação em crianças.
Ao apresentar o texto, o magnata americano mencionou várias vezes um suposto vínculo entre as imunizações e o autismo, apesar da falta de evidência científica a esse respeito.
Seu secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., conhecido por sua oposição às vacinas, vem defendendo há anos uma teoria desacreditada que relaciona a vacina contra a rubéola ao autismo.
No entanto, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, insistiu que "a ciência é inequívoca". As vacinas "são seguras e não causam autismo", afirmou em uma mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter).
"Nos preocupa que as mudanças recentes na política de imunização dos Estados Unidos não estejam alinhadas com décadas de evidências" científicas, acrescentou.
A iniciativa de Trump surge em um momento em que os EUA enfrentam seu pior surto de sarampo em 35 anos.
A comunidade científica sustenta que não existe evidência que relacione as vacinas ao autismo, uma teoria que, no entanto, Kennedy continua promovendo.
Desde que assumiu o cargo, o secretário de Saúde promoveu uma ampla revisão das vacinas utilizadas há décadas, alterou o calendário de aplicação infantil e reduziu fundos destinados ao desenvolvimento de novos imunizantes, medidas que têm sido amplamente criticadas pela comunidade médica e científica.
Tedros Adhanom Ghebreyesus procurou tranquilizar os pais e lembrou que "as vacinas são uma das ferramentas mais poderosas" para proteger as crianças e prevenir doenças potencialmente fatais.
