Flávio teve 47,03% dos votos do primeiro turno, contra 45,16% de LulaReprodução
O argentino Clarín também abriu sua cobertura destacando a "surpresa no Brasil". O veículo classificou o resultado como "surpreendente, mas ainda imprevisível" e mencionou a possibilidade de um "voto de punição" contra o presidente Lula entre parcelas de seu eleitorado tradicional, sobretudo na base de renda mais baixa.
A Reuters citou analistas que interpretaram parte do desempenho de Flávio como resultado de "votos de protesto" contra Lula, que se imaginava que apareceriam apenas em eventual segundo turno. A agência também destacou que uma vitória do senador ampliaria a sequência recente de triunfos de candidatos de direita alinhados ao presidente dos EUA, Donald Trump, na América Latina.
Já o espanhol El País chamou atenção para o contraste no voto dos imigrantes. Com 62,9% das urnas fora do Brasil apuradas, Lula liderava em 59 países, contra 28 de Bolsonaro. O jornal descreveu o eleitorado no exterior como majoritariamente progressista.
A Al Jazeera, por sua vez, concentrou a cobertura nas implicações ambientais da disputa. O veículo citou especialistas em clima e conservação que alertam que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia reverter políticas de combate ao desmatamento retomadas no governo Lula. A emissora lembrou ainda que, durante o governo de Jair Bolsonaro, o desmatamento na Amazônia aumentou cerca de 60%, segundo dados oficiais, e destacou que Flávio promete acabar com o desmatamento ilegal até 2029, enquanto Lula propõe zerar o desmatamento líquido até 2030.
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