Por douglas.nunes
Vista do Hotel Mount Washington%2C que sediou a Conferência de Bretton WoodsAFP/IMF

Vivendo tempos difíceis de um mundo dividido pela Segunda Guerra, 44 países se reuniram no estado de New Hampshire, nos Estados Unidos, para a Conferência Monetária Internacional de Bretton Woods, pequena cidade turística, em 1º de julho de 1944. A pauta era a reorganização do mundo capitalista abalado desde o crash da bolsa de Nova York em 1929, causa de hiperinflação e depressão nos anos que se seguiram. As propostas tinham duas vertentes iniciais: uma americana, conduzida pelo oficial do tesouro Harry White, e uma britânica, do economista John Keynes.

Desemprego, diminuição da produção, reservas em risco, barreiras comerciais eram alguns dos assuntos da agenda do encontro que durou 21 dias. Marcada pela retomada de postulados liberais na economia internacional, a Conferência entre outras decisões criou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento, hoje o Banco Mundial.

O dólar como moeda de referência na economia mundial também foi uma decisão estabelecida pela Conferência. O câmbio continuava vinculado ao ouro, mas a moeda americana seria a única com valor fixado ao metal. As moedas dos outros países teriam um valor fixo frente ao dólar americano. O fortalecimento dos Estados Unidos no cenário pós-guerra fez com que as ideias do país prevalecessem.

O economista britânico Lorde John Maynard Keynes (em pé) dirige a Conferência de Bretton Woods%2C em julho de 1944 AFP/IMF

O Brasil foi representado em Bretton Woods por uma delegação de sete pessoas, comandada pelo então ministro da Fazenda, Artur de Souza Costa. Integravam o grupo o economista carioca Eugenio Gudin, um liberal afinado com as propostas da Conferência e pioneiro no ensino de economia no Brasil, e Octávio Gouvêa Bulhões, chefe da seção de Estudos Econômicos e Financeiros do Ministério da Fazenda.

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