Por bruno.dutra

Uma cabeça decapitada coberta por escritas em árabe foi encontrada em uma empresa de gás norte-americana no sudeste da França nesta sexta-feira, de acordo com fontes policiais e a mídia francesa, após dois agressores baterem um carro nas instalações da companhia, explodindo tanques de gás.

O ataque, no qual uma pessoa foi morta e pelo menos uma ficou ferida, tinha as marcas de militantes islâmicos.

A procuradoria pública da França disse que seu departamento antiterrorismo foi enviado para investigar o que descreveu como um suposto ataque organizado.

Fontes policiais informaram que a cabeça decapitada foi encontrada no local, junto com uma bandeira com escritas islâmicas.

O jornal local Le Dauphine relatou que a cabeça também estava coberta em escritas em árabe. Um suspeito foi preso e já era conhecido por fontes da inteligência francesa, de acordo com uma das fontes.

Caso seja confirmado como um ataque, seria o segundo grande incidente do tipo neste ano na França, após atiradores islâmicos matarem 17 pessoas em janeiro em ataques ao escritório do jornal satírico Charlie Hebdo e um mercado judaico de comida.

Ataque na Tunísia

Um homem armado disfarçado de turista abriu fogo em um hotel da Tunísia nesta sexta-feira com uma arma escondida em um guarda-chuva, e matou 37 pessoas, entre elas turistas britânicos, alemães e belgas que aproveitavam a piscina e a praia na cidade litorânea.

Turistas aterrorizados correram em busca de refúgio depois do início dos tiros e da explosão no hotel Imperial Marhaba na cidade de Sousse, 140 quilômetros ao sul da Túnis, antes de a polícia matar o homem a tiros, disseram testemunhas e autoridades de segurança.

O ataque aconteceu durante o mês muçulmano sagrado do Ramadã e no mesmo dia em que um corpo decapitado e coberto de palavras escritas em árabe foi encontrado na França, um homem-bomba matou duas dezenas de pessoas em uma mesquita no Kuwait e pelo menos 145 civis teriam sido mortos por militantes do Estado Islâmico no norte da Síria.

Foi o segundo grande atentado na Tunísia este ano, na esteira de um ataque de militantes islâmicos ao Museu Bardo, em Túnis, quando homens armados mataram 21 visitantes estrangeiros.

O corpo do atirador de Sousse, que portava um fuzil Kalashnikov, ficou caído no local em que ele foi morto. Uma rádio local disse que a polícia capturou um segundo agressor, mas as autoridades não confirmaram de imediato a prisão ou seu papel no ataque.

“Um atirador abriu fogo contra turistas e tunisianos com um Kalashnikov na praia do hotel”, afirmou um empregado do hotel presente à cena. “Era só um agressor. Era um homem jovem usando shorts, como se ele mesmo fosse um turista”.

Rafik Chelli, autoridade do alto escalão do Ministério do Interior, declarou que o homem era um estudante desconhecido das autoridades e que não constava de nenhuma lista de suspeitos.

O atirador ainda lançou um explosivo, relataram testemunhas. Uma fonte de segurança disse que outra bomba foi encontrada em seu corpo.

Ninguém assumiu a autoria do atentado de imediato, mas jihadistas islâmicos já atacaram pontos turísticos no norte africano, que veem como alvos legítimos por causa de seu estilo de vida abertamente ocidentalizado e sua tolerância ao álcool.

Homem-bomba do Estado Islâmico mata 27 e fere 227 em mesquita no Kuweit

Um homem-bomba matou 27 pessoas quando se explodiu dentro de uma mesquita lotada na cidade do Kuwait durante as orações desta sexta-feira, informou o Ministério do Interior. Foi o primeiro ataque do tipo no país, que é grande exportador de petróleo.

O grupo militante Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo atentado, que também feriu 227 pessoas, no distrito de Sawaber, na parte leste da capital, de acordo com o ministério.

O parlamentar Khalil al-Salih, que estava na mesquita no momento do ataque, disse que os fiéis estavam ajoelhados e oravam quando o suicida entrou na Mesquita Imam al-Sadeq e detonou os explosivos, destruindo paredes e o telhado.

“Ficou óbvio, pelo corpo do homem-bomba, que ele era jovem. Ele entrou na sala de orações durante o sujood (oração de joelhos). Ele parecia... ter seus 20 anos, eu o vi com meus próprios olhos”, disse ele à Reuters por telefone.

“A explosão foi realmente forte. O teto e a parede ficaram destruídos”, afirmou, acrescentando que mais de duas mil pessoas da seita xiita ja'afari rezavam na mesquita.

As forças de segurança isolaram rapidamente o perímetro da mesquita enquanto equipes de resgate levavam os feridos ao hospital.

O sunita Estado Islâmico disse que o suicida se chamava Abu Suleiman al-Muwahed e declarou em um comunicado publicado em uma rede social que ele visou o “templo dos refutadores” – termo que usa normalmente para se referir aos xiitas, que vê como hereges.

Os xiitas representam entre 15 e 30 por cento do país predominantemente sunita do Golfo Pérsico, onde membros das duas comunidades convivem aparentemente com pouca tensão.

Na terça-feira o Estado Islâmico exortou seus seguidores a aumentarem os ataques durante o mês muçulmano sagrado do Ramadã contra cristãos, xiitas e muçulmanos sunitas que lutam com a coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o grupo radical.

Também nesta sexta-feira, um homem armado matou 37 pessoas, incluindo turistas estrangeiros, em um hotel litorâneo na Tunísia.

Ninguém assumiu a autoria do atentado de imediato, mas jihadistas islâmicos já atacaram pontos turísticos na Tunísia e em outras localidades do norte africano.


Você pode gostar