Bactéria mutante ultrarresistente mobiliza autoridades sanitárias nos EUA

Com uma taxa de mortalidade que chega a 50%, as bactérias com o gene MCR-1 são a maior ameaça a saúde no mundo

Por lucas.cardoso

Washington - As autoridades sanitárias dos Estados Unidos informaram nesta terça-feira que estão tentando localizar todas as pessoas que possam ter tido contato com uma paciente diagnosticada com uma bactéria mutante ultrarresistente aos antibióticos.

Os pesquisadores tentam descobrir como essa paciente do estado da Pensilvânia, de 49 anos, que não viajou recentemente ao exterior, contraiu uma variedade da bactéria Escherichia coli, mais conhecida pela abreviatura E. coli, que lhe causou uma infecção urinária persistente.

A bactéria contraída é portadora do gene MCR-1, que a torna resistente à colistina, o antibiótico utilizado como último recurso nos casos de polirresistência. A bactéria reagiu, porém, a um tratamento com carbapenema, outro antibiótico de amplo espectro. Esta é a primeira vez que este tipo de gene foi identificado em uma bactéria encontrada em um ser humano infectado nos Estados Unidos, embora já tenham sido registrados casos semelhantes na Europa e na China.

Com uma taxa de mortalidade que pode chegar a 50%, as bactérias com este gene mutante são consideradas pelos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos como uma das maiores ameaças à saúde pública.

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