Hollande visita o Papa e conversa sobre terrorismo e extremismo religioso

Presidente francês agradece ao apoio do pontífice após atentados

Por marlos.mendes

Cidade do Vaticano - O papa Francisco e o presidente da França, François Hollande, tiveram nesta quarta-feira um encontro particular no Vaticano, onde conversaram sobre terrorismo e extremismo religioso, entre outros assuntos, segundo o líder francês. A reunião a portas fechadas entre Hollande e Francisco aconteceu dois anos e meio depois da qual tiveram em janeiro de 2014. Eles onversaram durante 40 minutos, com ajuda de um intérprete, como confirmou o Vaticano. Hollande, no entanto, antecipou minutos antes de sua visita ao Vaticano que falaria com o papa sobre assuntos relacionados a terrorismo, refugiados e extremismo religioso.

O presidente francês chegou ao Vaticano acompanhado de uma delegação composta pelo ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, e pelo embaixador da França na Santa Sé, Philippe Zelle, entre outros. Após a reunião, Hollande e Francisco trocaram presentes, como manda o protocolo.

O presidente francês conversou com o secretário de Estado vaticano, o cardeal Pietro Parolin. Antes de visitar o Vaticano, Hollande foi à igreja de Saint Louis dos Franceses, no centro de Roma, onde lembrou as vítimas dos últimos atentados terroristas em seu país. O chefe de estado francês permaneceu em silêncio durante alguns momentos em uma capela que, desde novembro do ano passado — quando ocorreram os atentados de Paris — foi instalada em memória das vítimas do terrorismo.

Na saída, Hollande disse à imprensa que tinha a intenção de transmitir ao papa "uma mensagem de gratidão" por suas "palavras de grande consolo" pronunciadas depois da morte do sacerdote Jacques Hamel, assassinado no dia 26 de julho enquanto rezava missa na cidade de Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia. Nesse mesmo dia, o papa Francisco expressou "dor" e "horror" com a "absurda violência" do fato, e um dia depois afirmou que "o mundo está em guerra porque perdeu a paz", mas esclareceu que não se trata "de uma guerra de religiões". O presidente francês reconheceu a importância destas palavras porque, disse, "contribuíram para unir a França.

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