Já o Sea World afirma, em seu site, que Tilikum chegou "perto da ponta mais alta da expectativa de vida de uma orca macho". O parque não cita a fonte, apenas afirma que a informação vem de uma "revista científica independente".
Caroline relata que acompanha a história de Tilikum desde o acidente de 2010 e luta pela conscientização da população em relação aos shows com animais. "Os brasileiros são o maior grupo de estrangeiros que visita o Sea World. Ouço muita gente daqui dizer que eles (os animais) são muito bem tratados, mas isso não é da natureza deles", explica.
"Eu entendo a posição dos treinadores que pensam 'eu sei que isso é errado, mas, se eu sair, quem vai cuidar delas?' Eu entendo essa catarse. Mas, se você se dispõe a nadar com um animal de cinco toneladas em uma piscina que não é o habitat natural dele, sabe o risco que está correndo."
Segundo a ativista, Tilikum já apresentava sinais de transtornos psíquicos quando foi levado ao Sea World de Orlando, há 25 anos. Ela explica que a separação das baleias de suas famílias já é algo traumático por si só. O parque anunciou que acabaria com os espetáculos com orcas e que não faria mais reprodução em cativeiro. As baleias atuais seriam, portanto, a última geração do Sea World. "Eu só acredito vendo", diz Caroline. "O ideal seria encaminhar todas para santuários marinhos. Dificilmente elas se adaptariam à natureza agora."
"Chorei muito quando recebi a notícia", relata a ativista. "O único consolo é que, finalmente, ele está livre".