Por douglas.nunes

Com um mercado de R$ 5,1 bilhões em 2013, os salgadinhos devem ampliar sua frequência nos carrinhos de compra dos brasileiros - em uma dobradinha com bebidas como cervejas e refrigerantes -, especialmente quando a bola rolar a partir de junho, durante a Copa do Mundo. O crescimento no consumo deverá se estender até pelo menos 2018, quando o mercado deverá alcançar R$ 7,2 bilhões em vendas.

Apesar desse incremento, os dados da Mintel projetam que essa alta será mais lenta do que vinha acontecendo. Especialmente porque entre 2006 e 2011 o salto na venda desses itens foi de 78%, de acordo com pesquisas anteriores da consultoria.

Ainda de acordo com o levantamento, o mercado de snacks salgados no Brasil é dominado pela PepsiCo, com as marcas Elma Chips (conhecida como Frito-Lay nos Estados Unidos) e Lucky, adquirida pela companhia em outubro de 2007. Os resultados de participação de mercado indicam que as marcas da Elma Chips, que em geral possuem maior valor agregado, são maiores em valor em valor (62%) do que em volume (50%).

O segundo lugar em participação de mercado em valor e volume é ocupado pela General Mills, que em maio de 2012 adquiriu a brasileira Yoki, mesmo ano em que a Diamond Foods levou a marca Pringles — anteriormente da P&G —, para o seu portfólio de produtos. Segundo os técnicos na Mintel, é importante destacar a participação das outras fabricantes, que representam quase um quarto do share valor e quase um terço da participação de volume, mostrando como o mercado de snacks salgados local ainda é pulverizado.

De acordo com resultados da pesquisa, os salgadinhos mais consumidos pelos brasileiros são os de amendoim ou castanhas, com 65% de penetração. Mais da metade (53%) da população brasileira declara consumir pipoca de micro-ondas, inferindo a presença do eletrodoméstico nos domicílios. É uma clara escolha pela conveniência de consumo.

O local de compra mais comum para a categoria de salgadinhos são os hipermercados e supermercados, com quase dois terços dos consumidores (63%). Padarias também são outro ponto de venda com representatividade para a compra deste tipo de produto (28%). Já a compra em docerias,bonbonnières, lojas de conveniência e quiosques — de rua, terminais de ônibus e metrô —, sugere que muitos brasileiros podem estar comprando o salgadinho para consumir durante seu trajeto, como opção de refeição rápida.

Os efeitos na forma física são totalmente esquecidos por aqueles que consomem o produto. Para mais de um quarto dos brasileiros (26%), as calorias dos salgadinhos não são uma informação importante. Porém, quase um quinto (18%) dos consumidores declara que compraria mais salgadinhos saudáveis se houvesse maior disponibilidade e variedade no ponto de venda.

Na avaliação dos responsáveis pela pesquisa, essa a categoria ainda é pouco consumida pelas classes D e E. E a explicação estaria no fato de esta parcela da população considerar que este tipo de produto é mais caro. Ainda segundo o estudo, há oportunidades diferentes para se aumentar o consumo. “Utilizando a conveniência do snack salgado, a grande variedade de produtos no Brasil, e exemplos de inovações de outros países, é possível atender à demanda de públicos alvo potenciais da categoria, como os homens, pessoas mais velhas e consumidores das classes D e E”, assinala Naira Sato, analista Sênior da Mintel.

Segundo resultado da pesquisa, quatro em cada dez brasileiros consome mais salgadinhos quando está fora de casa. Apesar de haver declarações de consumo de substituição de refeições, a categoria ainda é mais consumida como um aperitivo.

O consumo desses itens snacks salgados também é associado a ocasiões de encontros familiares e ou com amigos por pelo menos um quinto dos brasileiros (22%). Pela análise da consultoria, esse pode ser mais um meio de aumento de participação desse item, posicionando melhor as marcas para momentos como estes, investindo em campanhas mais emotivas.

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