Lucro da Oi cai 13% no 1º trimestre

Aumento de despesas financeiras, imposto de renda e contribuição social influenciaram no resultado da operadora

Por parroyo

A operadora de telecomunicações Oi apresentou queda de 13% no lucro líquido do primeiro trimestre em comparação com igual período do ano passado, para R$ 228 milhões. O resultado recebeu impacto do aumento de despesas financeiras e do pagamento de imposto de renda e de contribuição social.

A receita líquida somou R$ 6,8 bilhões, queda de 2,3% na comparação anualAndré Mourão/Agência O Dia

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$2,9 bilhões, alta de 37,5% frente o mesmo período de 2013. O avanço refletiu a venda de torres móveis no valor de R$ 1,3 bilhão. “Excluindo este evento não recorrente, o Ebitda teve elevação de 5,9% ano-contra-ano, impulsionado por contínuos ganhos de eficiência e transformação de negócios”, disse a companhia, em comunicado.

A receita líquida somou R$ 6,8 bilhões, queda de 2,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2013. A companhia justifica o desempenho pela redução das receitas de uso de rede, resultado de menores tarifas de interconexão nos serviços de voz móvel.

No segmento residencial, a receita foi de R$ 2,5 bilhões, queda de 0,1% em relação ao primeiro trimestre de 2013. Já a receita com telefonia móvel recuou 6,5%, para 2,16 bilhões. A base de clientes do segmento pré-pago subiu 3,8% frente o mesmo trimestre do ano passado. Já a base de clientes dos serviços pós-pagos teve alta de 1% ante o mesmo período de 2013. A dívida líquida da companhia caiu 3,3% e ficou em R$ 30,3 bilhões.

O presidente da companhia, Zeinal Bava, afirmou durante a teleconferência com os analistas que o processo de fusão com a Portrugal Telecom está sendo finalizado,  o que "vai simplificar a estrutura acionária da Oi e tornar a empresa mais competitiva frente os concorrentes brasileiros". 

"Estamos entregando resultados que mostram o retorno de estabilização da companhia no Brasil e em Portugal, o que proporciona um conforto adicional para a nova empresa", disse Bava. "Com relação à sinergia e transformação do modelo de negócio, ainda há muito trabalho a fazer, o que vai levar algum tempo", completou.

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