Petrobras confirma encerramento de refino no Japão

Após sete anos de operação do país, refinaria fecha em 2015, mas a data nem a venda da planta, localizada em Okinawa, foram confirmadas

Por parroyo

A Petrobras informou nesta sexta-feira que decidiu dar início a um plano de saída de Okinawa, no Japão, que prevê encerramento das atividades da refinaria Nansey Sekiyu (NSS).

A nota da estatal brasileira confirma informação publicada na véspera pela agência japonesa Nikkei, de que a companhia sairá do negócio com o fechamento de sua unidades em Okinawa.

Segundo a Nikkei, o fechamento da refinaria ocorrerá ainda este ano. A Petrobras não divulgou um prazo.

A petroleira afirmou ainda que, para manter o abastecimento da ilha de Okinawa, a NSS manterá em operação o terminal marítimo de carga até a finalização do plano, que será conduzido em estreita colaboração com o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, segundo a Petrobras.

"Durante todo o processo, a Petrobras continuará a atuar de forma responsável e alinhada às melhores práticas de responsabilidade socioambiental, comprometida com a população de Okinawa e com sua força de trabalho local."

A Petrobras não detalhou na nota se ou como venderá as instalações em Okinawa. A estatal entrou no mercado japonês em 2008, detendo atualmente a totalidade do ativo no Japão.

A estatal aprovou, no início de março, plano para desinvestir US$ 13,7 bilhões entre 2015 e 2016, uma mudança significativa em relação ao plano de negócios para 2014-2018, que previa desinvestimentos de até US$ 11 bilhões ao longo de cinco anos.

Envolvida em um escândalo bilionário de desvio de verbas, a Petrobras trabalha para não precisar captar recursos no mercado em 2015 e recorrer o mínimo possível a contratações de dívidas nos dois anos seguintes.

A Petrobras não comentou imediatamente se o ativo no Japão integra o plano de desinvestimento.

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