Dream Factory mira em eventos proprietários

Para manter equilíbrio do faturamento em tempos de crise, empresa estuda projetos em games e moda

Por monica.lima

Com a agenda cheia e um calendário diversificado de eventos, a Dream Factory, braço de live marketing do Grupo Artplan, aposta cada vez mais em eventos proprietários como forma de reduzir o risco comum em tempos de crise: a redução de demanda por clientes nas áreas em que a empresa atua, de produção e promoção e consultoria de comunicação. Além dos eventos proprietários onde já atua — como a Árvore de Natal da Lagoa, no Rio; a Maratona do Rio, o festival Sonar, em São Paulo, entre outros — a empresa está olhando o segmento de games e também o mercado da moda para a criação de novos produtos próprios.

Duda Magalhães, diretor geral da Dream Factory, diz que as empresas, de um modo geral, estão mais seletivas quanto a gerar novos eventos. Mas, a despeito da crise, a oferta de bons projetos atrai patrocinadores.

“Obviamente, como atuamos em três pilares — que são os eventos proprietários, os trabalhos de produção e promoção, como fazemos para o Rock in Rio e fizemos para a Jornada Mundial da Juventude, o Carnaval de Rua do Rio e agora o de São Paulo, e o de consultoria —, nossa meta é fortalecer as três áreas. Mas é claro que debaixo dessa nuvem que antecede as olimpíadas e a situação econômica podem vir a tornar menor o trabalho no nosso de produção”, comenta o executivo.

Segundo ele, a Dream Factory deverá fechar o ano de 2015 com faturamento de R$ 82 milhões, patamar semelhante ao de 2014, o que, para Mendonça, deve ser visto como positivo.

“Tivemos um ano atípico em 2014, por conta da Copa do Mundo. Repetir o mesmo desempenho este ano, em que vivemos uma conjuntura adversa, é um bom resultado. Em 2016, nossa projeção de faturamento é de R$ 120 milhões e, novamente, vamos viver o efeito sazonal das Olimpíadas no nosso negócio”, acrescenta ele.

Segundo ele, os projetos nas áreas de esporte, entretenimento e cultura se equilibram no faturamento da empresa. Magalhães diz que 40% do faturamento vem de eventos proprietários, como a Maratona do Rio, o festival Sonar e outros como o evento Desafio Melhores do Mundo de Vôlei. Já o trabalho de produção sob demanda, segundo pilar da empresa, responde por 45%, e o atendimento na área de consultoria, por 15%.

O dólar alto é mais um desafio para a companhia, diz o executivo, sobretudo para trazer artistas internacionais para o Brasil.  “Os contratos para a edição do Sonar resultaram em um impacto no orçamento”, admite.

Para o executivo da Dream Factory, o maior desafio para o desenvolvimento do mercado de eventos no Brasil , independentemente do momento econômico, é a carência de mão de obra qualificada para um negócio que exige cada vez mais especialização.

“É um mercado onde o resultado é visto por todos, sem exceção. Foi pensando nisso que o Grupo Artplan criou a sua própria universidade corporativa e também um curso de pós-graduação no mercado de eventos, desenhado para atender os profissionais do segmento que fazem parte do quadro de funcionários da empresa. É um curso exclusivo para funcionários do grupo e toda a grade de aulas foi desenvolvida em parceria com o Ibmec e a universidade Estácio de Sá”, detalha Duda Magalhães.
A empresa aumentou recentemente o time de profissionais para atendimento a patrocinadores dos Jogos Olímpicos de 2016. Segundo Magalhães, duas das grandes patrocinadoras mundiais da competição já estão na carteira da Dream Factory, para a produção de ações e ativação de marca.

“Estamos participando de outras concorrências e, em breve, vamos ter novidades. Nossa meta é ter até cinco clientes patrocinadores dos jogos. Já chegamos a três, com o atendimento ao Comitê Olímpicos Internacional (COI), mais voltado ao institucional. Para os demais clientes nós vamos fazer desde o planejamento de ativações de marca até a construção de áreas de hospitality centers”, explica ele.

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