Programa da Shell capacita jovens empresários

Shell Iniciativa Jovem, versão brasileira de um projeto global da companhia, investe na capacitação e premia jovens de 20 a 34 anos empenhados no desenvolvimento de empresas

Por monica.lima

Rio - Maria Victoria é idealizadora, juntamente com mais quatro sócios, da plataforma “Me Passa Aí”, que oferece videoaulas de reforço universitário para quem não consegue acompanhar as disciplinas na faculdade e precisa se atualizar de forma objetiva. Já Vinicius Braga, faz da Sorvete Local,empresa familiar que começou pelas mãos dos pais como fornecedores de picolés para comerciantes na rodoviária, agora busca voos mais altos. Quer tornar a marca conhecida como um sorvete da cidade do Rio de Janeiro. Para isso, estudou gelateria, vem trabalhando misturas que utilizam suco de frutas e trabalha a distribuição para lojas especializadas. Esses dois empreendedores estão entre os 42 que participam do programa Shell Iniciativa Jovem, plataforma de investimentos sociais da petroleira em atividade desde 2000 no Brasil.

Executado pelo Cieds (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável), o Shell Iniciativa Jovem é a versão brasileira do Shell LiveWIRE, uma rede internacional presente em 15 países onde a companhia de petróleo atua. A verba global da Shell para investimentos sociais é de US$ 160 milhões, sendo 24% destinados a iniciativas nas Américas.

“O Shell Iniciativa Jovem é um programa de investimento social que oferece capacitação empreendedora, suporte e estímulo a redes de relacionamentos sustentáveis para que jovens de 20 a 34 anos — que tenham pelo menos o ensino médio completo — desenvolvam seus próprios negócios. O principal objetivo é promover o empreendedorismo de forma sustentável, através da formação de jovens empreendedores bem-sucedidos e empreendimentos socialmente responsáveis, colaborando para a geração de trabalho e renda e incentivando a cultura empreendedora”, diz Leíse Duarte, gerente de Investimentos Sociais da Shell Brasil.

Segundo ela, a edição de 2015 da Feira de Negócios da Shell, que acontece hoje na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), marca os 15 anos do programa no Brasil.

“Ao longo dessa década e meia ajudamos a desenvolver mais de 400 novos negócios no país, sempre com foco na sustentabilidade entre os parâmetros para a criação de iniciativas empreendedoras. O trabalho da Shell é muito importante porque um empreendimento tem mais chances de dar certo quando recebe incentivo e orientação focada desde o início”, ressaltou.

Ainda de acordo com Leíse, desde que o programa foi lançado no Brasil, mais de 500 jovens foram atendidos e foram criados 525 planos de negócio a partir de orientações, palestras e workshops oferecidos aos jovens para melhorar ou tirar do papel suas ideias. “Amanhã (hoje), todo os empreendedores participantes já passaram por uma banca de avaliação e agora vão apresentar seus projetos a uma nova banca examinadora. Oito deles vão ganhar prêmios em dinheiro para impulsionar seus negócios”, comenta Leíse.

Maria Vitória, que pensou na evasão das universidades para criar a plataforma digital “Me Passa Aí”, já tem dez mil alunos assinantes no seu portal de videoaulas, sendo mil pagantes, de mais de 900 faculdades pelo Brasil. As aulas online de oito minutos são ministradas por professores e alunos que se destacam em suas cadeiras. Por enquanto, somente as disciplinas de ciências exatas estão com aulas online. “No canal do YouTube, onde temos parte de nossas aulas, conseguimos chegar com o nosso trabalho a outros países, que nos acessam. A meta agora é ampliar o alcance e a remuneração, a partir de orientações que estamos recebendo com o programa”, diz ela. Já Vinicius Braga, do Sorvete Local, pensa no futuro e nos próximos verões para tornar sua marca conhecida no mercado.

“Dentro do Sorvete Local, a ideia é conseguir consolidar a marca no Rio de Janeiro ao longo dos próximos anos e desenvolver canais de venda que possam sustentar a empresa nessa etapa inicial, pois com a sazonalidade do produto, é muito comum sorveterias quebrarem no período de inverno”, diz.

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