Quiosque na Praia de Piratininga tem atraído fãs do rock'n'roll
Além de boa música, local tem clima familiar, visual cinematográfico e chope artesanal
Por marina.rocha
Niterói - A Praia de Piratininga tem sido palco do pôr do sol mais rock ‘n’ roll da cidade. Aos sábados e domingos, quem pega praia na Região Oceânica pode aproveitar a viagem para curtir um som que rola no quiosque Delirium, a partir das 14h. Hoje é a vez de Renato Rocketh se apresentar no calçadão, que, segundo os frequentadores, tem clima família, visual cinematográfico e, vejam que maravilha, chope artesanal.
Música de qualidade e vista privilegiada dão o tom nas tardes de sábados e domingos no Delirium%2C que já virou point do pós-praiaDivulgação
Dono e vizinho do quiosque, Kiko Alves diz que o retorno do público é o melhor possível. As pessoas pedem que a programação não pare. “Já botamos mais de 500 pessoas aqui na orla. É um ambiente muito agradável, a própria música filtra muito a bagunça. Nunca tivemos uma reclamação do volume ou do horário. Moro em frente ao quiosque e todos os moradores daqui só elogiam a iniciativa”, afirmou.
Bandas como Mustang'65 e Colorado Country estão sempre marcando ponto por lá. Dalto também já fez seu show e, ontem, foi a vez de Eduardo Camacho e Trio Honky Tonk. Foi a terceira apresentação dos músicos.
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“Todas as vezes que eu fiz shows no quiosque foi ótimo! Sempre casa cheia. O público que frequenta o Delirium realmente curte as músicas, aplaudem muito e, nas canções mais animadas, levantam e dançam pra valer”, comentou Camacho.
Frequentador antigo e assíduo do Delirium, o professor Ovídio Orlando não perde um show. “Esse evento alegra os finais de semana da gente. É um ambiente frequentado por muitas famílias. Eu mesmo sempre venho com o meu neto de três anos. Gosto de receber gente na minha casa e aproveitar a música da varanda”, disse ele que mora em frente ao quiosque.
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Para Renato Rocketh, tomar um chope no local já virou um dos programas favoritos. “O Delirium elevou o astral de Piratininga. A união praia e rock é tudo de bom”, destacou o músico, que no show de hoje promete não deixar de fora Uma Noite e Meia, Ainda é Cedo e Meu Erro.
Show no quiosque Delirium já reuniu mais de 500 pessoas na orla de PiratiningaDivulgação
E tem show o ano todo. O único problema é quando chove ou quando os ventos estão muito fortes, já que é tudo ao ar livre. O jeito é torcer para São Pedro ajudar.
Para acompanhar o som, o cardápio conta com petiscos que custam entre R$ 30 e R$ 70 e cervejas de R$ 7 a R$ 35. O chope custa R$ 7 a caneca.
Dono do espaço era cliente e decidiu investir em música
Bem antes de assumir o quiosque, há um ano, o atual dono, Kiko Alves, já era cliente fiel do Delirium. Ele conta que o local sempre foi ‘do rock’. “O antigo dono, o Tura, estava aqui há mais de 20 anos e sempre cultivou o ar rock’n’roll. Eu já peguei o quiosque com o objetivo de abrir mais espaço para a música”, revela.
Ele já teve alguns problemas com a prefeitura. “A vizinhança frequenta os shows. O único incômodo que já tivemos foi em relação ao estacionamento irregular, mas isso foge da minha responsabilidade. Acho correto quando os guardas vêm e multam os carros mal parados”, diz.