Bloco Patuá oferece oficina de instrumentos de percussão para iniciantes

Aulas acontecem sempre às terças-feiras, a partir das 18h, no Teatro Popular

Por marina.rocha

Niterói - Toda terça-feira, a partir das 18h, quem passa pelas redondezas do Teatro Popular Oscar Niemeyer, no Centro, pode ouvir o contagiante batuque de repique e tamborim que dá aquela vontade de sambar. O som vem da oficina do Bloco Patuá, que há cinco meses ensina uma galera a tocar instrumentos de percussão. 

Por mensalidade de R%24 100%2C os alunos aprendem a tocar surdo%2C chocalho%2C repique%2C tamborim%2C cuíca e caixa. Felipe Latgé/Divulgação

A banda do Patuá foi formada há dois anos, com componentes do extinto Bloco do Vigário que queriam dar continuidade ao projeto. Uma das ‘cabeças’ do grupo é Thalita Santos, que faz parte da comissão de bateria da Viradouro. “Niterói não tem muitas opções para quem quer aprender percussão. Então a gente resolveu organizar a nossa própria oficina. Formamos ritmistas não só para o Patuá, mas sim para o Carnaval, para o samba em geral”, explica a percussionista.

Atualmente, a oficina tem 30 alunos. E já tem gente voando com as próprias asas. Raphael Lopes, o Papel, e Cadu Pacheco estão na bateria da Viradouro, que desfila no Grupo Especial este ano.

“Isso aqui é uma verdadeira escola de samba. Eu já era violonista e procurei a oficina para aprender a tocar outros instrumentos. A percussão até me ajudou a aprimorar a técnica no violão”, acredita Cadu.

O irmão dele, Carlos Tadeu Pacheco, de 52 anos, que nunca tinha tido contato com a música, também acabou entrando na onda. “Eu me achava super desafinado, mas há três meses resolvi tentar. Dizem que eu estou indo bem (risos). Levo muito a sério, me dedico bastante. Já sei até os nomes dos instrumentos e acessórios”, comemora Carlos ao mostrar sua ‘habilidade’ no surdo.

Foi ali também que a contadora Marianna Azevedo encontrou seu momento de lazer. A logística não é simples. Ela trabalha no Rio e mora em Itaboraí, mas não perde uma aula. 

“Uma amiga minha estava passando pelo Centro quando ouviu o batuque, soube da oficina e me chamou para entrar com ela. Eu topei na hora. O meu objetivo é me divertir, e tem dado muito certo. Chego aqui, faço um samba, às vezes tomo uma cerveja e ainda aprecio a vista, que é maravilhosa”, conta.

Na oficina, os instrutores ensinam a tocar surdo, chocalho, repique, tamborim, cuíca e caixa. A mensalidade custa R$ 100. Os alunos levam cerca de dois meses para a se aventurar nos blocos. No próximo dia 11, às 19h, eles farão uma apresentação especial durante o Roller Popular, que reúne amantes do patins e do skate no teatro.

Alunos dedicados estão aptos para fazer apresentações em três mesesFelipe Latgé/Divulgação

Música que relaxa a mente

A oficina recebe iniciantes a partir dos 12 anos e não há limite de idade, pelo contrário. O aluno e psicólogo Marcos Fioravanti afirma que as aulas também são ótimas para a mente, como uma terapia. “Eu, por exemplo, escolhi o surdo porque é o que me faz desligar do mundo. Tenho que estar muito zen para realizar a marcação do andamento do ritmo. É uma atividade maravilhosa para quem tem fobia ou está ansioso”, diz.

Fioravanti pretende desenvolver uma oficina de percussão voltada especificamente para os idosos. O objetivo do psicólogo é fazer uma parceria com o pessoal da Universidade Aberta da Terceira Idade (Univerti).

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