Azevedo Lima oferece tratamentos especiais para recém-nascidos

Os serviços são voltados para as cerca de 300 crianças que nascem no hospital por mês

Por marina.rocha

Niterói - Todos os dias cerca de 10 crianças chegam ao mundo pela maternidade do Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, em Niterói. A ala tem 48 leitos e passou por reformas nos últimos dois anos. E o bem-estar dos pequenos é tão importante que eles ganharam projetos específicos por ali.

Um dia após dar à luz%2C as pacientes do hospital passam por palestra que ensina a cuidar do bebêDivulgação

Um dia após dar à luz, as progenitoras passam pelo curso ‘Mamãe Nota 10’, quando aprendem dicas de como realizar a higiene do neném, a limpar o cordão umbilical, dar banho da melhor forma, além de estimular o vínculo entre mãe e filho. O trabalho é feito por uma equipe multiprofissional, como explica a coordenadora Vanessa Rodrigues.

“O projeto existe para informar mães que nunca tiveram essa atenção. E não são só as de primeira viagem, têm mulheres que já estão no quarto filho, mas nunca tiveram a oportunidade de aprender a melhor forma de cuidar dos filhos”, conta Vanessa.

Ela destaca ainda que a amamentação é um dos pontos mais importantes, e garante que as participantes saem muito satisfeitas. Como é o caso da técnica em Nutrição Juliana Bárbara de Souza, de 26 anos. “Estava cheia de dúvidas. Achei a palestra ótima e aprendi muita coisa que eu não conhecia como a técnica de relactação (amamentação no peito com ajuda de sonda com leite)”, diz a mãe de Samuel.

E na UTI Neonatal também tem terapias alternativas. O banho de ofurô é uma delas. É uma ótima opção para bebês que precisam ganhar peso ou simplesmente relaxar. Acontece em um baldinho com água morna, que remete à memória do útero com duração de 10 a 20 minutos. Mas só é realizado em bebês que estão com quadro clínico estável, não precisam mais de suporte respiratório e têm peso acima de um quilo.

Atualmente, 45% dos partos no hospital são cirurgias cesáreas, muito acima dos 15% recomendados pela Organização Mundial de Saúde. Coordenador da maternidade, o obstetra Carlos Malvone, afirma que o objetivo é diminuir o índice, mas que não é algo simples.

“Já estivemos beirando os 50%, baixamos nos últimos meses, mas somos referência de alto risco no Leste-Fluminense. Muitas mulheres têm que fazer a cirurgia por indicação médica”, explica ele.

Outro ponto destacado por Malvone é que o hospital tem um posto de cartório, o que facilita o registro dos bebês. “Os pacientes já saem daqui registrados”, ressalta o médico.

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