Niterói: campanha de pré-venda do novo livro de Tchello Melo se encerra no próximo domingo (22). Divulgação

Niterói - O escritor e poeta niteroiense Tchello Melo está lançando o seu segundo livro de poesias, sob o titulo de 'O Baile da Alienação', pela M.inimalismos Editora (@m.inimalismos). Autointitulado 'poeta com tendências logísticas e astrológicas', faz um mosaico de palavras, cores e acontecimentos na cabeça de seus leitores.
Em 'O Baile da Alienação', a poesia de Tchello Melo dança entre a crítica social e a cura íntima: um eu-lírico que nasce em Niterói e atravessa infância, VHS e janelas, mar e pontes, para transformar medo em vigília e saudade em projeto. Entre o riso e o golpe do noticiário, ele recusa a 'normose', ensaia a não-violência, abandona intoxicações e descobre que todo milagre é expansão de consciência. A Terra azul, os povos e os submundos entram em cena; o cotidiano vira 'puro cinema'. A linguagem é coloquial e musical, feita de imagens que colam na pele: praias, bicicletas, canções, varandas. No fim, restam duas bússolas — coragem e carinho — para atravessar o presente e reinventar o próprio nome.
O Baile da Alienação é um livro de poesia que toma a metáfora do “baile” como modo de nomear e encenar a condição contemporânea de afastamento de si e do mundo: o eu lírico declara não querer “dançar” antes nem depois — apenas enquanto durar o próprio “baile da alienação” —, como se a lucidez exigisse reconhecer o transe social ao mesmo tempo em que se tenta atravessá-lo com consciência.
Ao longo dos poemas, a experiência moderna aparece marcada por negação do que não se compreende, pressa, conflitos interiores e uma sensação de exposição permanente — “câmeras de monitoramento”, satélites e a pergunta “quem está de olho?” —, que tensiona vulnerabilidade e resistência. Em paralelo, a multidão não produz pertença: “nunca somos nós / quando há multidão”, com crítica direta à banalização informativa e ao ruído dos telejornais, clipes e crises.
Essa leitura social se combina a um movimento de recomposição subjetiva: memória e identidade (“a vida… é a recordada”), autoconsciência, praia como recurso de retorno ao corpo e ao “por dentro”, e, sobretudo, a arte como eixo de sustentação — difícil viver dela, mas “impossível viver sem arte” —, com a poesia reivindicada como força de imaginação e de sonho diante da “realidade grossa”. Em certos momentos, há recortes explicitamente políticos (por exemplo, sobre violência histórica e destruição de povos indígenas), ampliando o “baile” para uma crítica da civilização e de seus administradores, credores e exploradores.
Pra encontrar Tchello nas redes, entre em contato com o autor pelo Instagram @tchellomelopoeta