Avaliação: os músculos do novo Renault Sandero

Modelo melhorou visual, soluções e acabamento, mas você deve preferir a versão 1.6 8V

Por leandro.eiro

Florianópolis - Após sete anos de mercado, o Renault Sandero ganha, enfim, nova geração no Brasil — antes, ano passado, foi a vez do sedã Logan também ser renovado e passar por pequena intervenção cirúrgica. E assim como o ‘irmão’, o hatch da fabricante francesa está com visual mais sofisticado, com linhas angulosas e levemente musculosas.

O design da nova geração do Sandero, por sinal, ostenta a atual identidade da marca francesa e tem assinatura de Laurens van den Acker, vice-presidente de design da Renault, e também conta com a colaboração do Renault Design América Latina, de São Paulo. Salta aos olhos a nova dianteira, com grade do motor e conjunto óptico redesenhados.

O design da dianteira ficou bom e reflete a nova fase da companhia. Nas laterais%2C a cintura mais alta e a traseira elegante completam o pacote.Divulgação

Tudo novo

Montado sobre uma nova plataforma, o Sandero também teve renovados os sistemas elétrico, de freios, de direção e ainda ganhou novas suspensões — a bitola dianteira aumentou 33 mm e a traseira está 25 mm maior. Com 80% dos componentes novos, o Sandero continua com as duas conhecidas opções de motorização. São eles o 1.0 16 V Hi-Power — Authentique e Expression — e o 1.6 8V Hi-Power — Expression e Dynamique —, ambas com câmbio manual de cinco marchas.

O painel central com o sistema Media NavDivulgação

Multimídia é o ponto forte

O desenho da nova geração do Sandero também ostenta linha de cintura mais elevada, que garante aspecto mais parrudo e esportivo ao hatch. Na traseira, o modelo tem conjunto de lanternas com linhas que remetem às do Logan, mas com identidade própria.

Por dentro, o novo Sandero também passou por modificações. E as mudanças deram aspecto mais limpo ao habitáculo. Porém, uma característica foi mantida — o excelente espaço interno, que garante conforto a bordo. O quadro de instrumentos, por sua vez, tem três mostradores redondos — conta-giros e velocímetro, analógicos — e ainda há um digital, com o nível de combustível e informações do computador de bordo.

Bom de vendas

Um dos sucessos de vendas da Renault no Brasil, o Sandero já anotou mais de 500 mil unidades emplacadas desde o lançamento há sete anos atrás. Não por acaso, a marca aposta na nova geração do hatch para manter as vendas elevadas e, por tabela, conquistar cada vez mais espaço no mercado brasileiro. Para tanto, a nova geração do Sandero está com preço mais em conta (veja box).

Entre janeiro e maio de 2014, de acordo com a Fenabrave — Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores —, o Sandero já emplacou 40.130 unidades, ocupando a nona posição entre os veículos mais vendidos do Brasil.

No segmento de hatches pequenos, o Sandero ocupa a quinta posição, com 13,72% de participação. No primeiro lugar está o Volkswagen Fox, que vendeu, nos cinco primeiros meses deste ano, 43.656 unidades. Em segundo está o Chevrolet Onix, sendo seguido pelo Ford Fiesta e o Hyundai HB20.

Vale quanto pesa

São quatro versões. A Authentique 1.0 16V Hi-Power tem de série airbag duplo, freios com ABS e EBD, direção hidráulica, volante com regulagem da altura, rodas de 15 polegadas, entre outros. Sai a R$ 29.890. Já a Expression 1.0 e 1.6 têm acrescidos o rádio/CD Player com MP3, USB e Bluetooth, vidros elétricos dianteiros, travas, ar, computador de bordo. Sai por R$ 34.990 e 38.590 a 1.6. A topo Dynamique 1.6 tem ainda rodas leves, tela GPS, faróis de neblina e custa R$ 42,4mil.

Impressões

A convite da Renault tivemos a oportunidade de conhecer de perto a nova geração do Sandero. E o hatch está com design bem acertado, com desenho mais ‘encorpado’ que o deixou mais elegante, assim como aconteceu com o sedã Logan.

Lanternas têm linhas do Logan%2C mas com identidade própria.Divulgação


Andamos na versão topo de linha, a Dynamique 1.6 8VHi-Power, que conta com bom pacote de equipamentos de série. Esta versão é equipada com rodas de liga leve de 15 polegadas, faróis de neblina, vidros elétricos, luzes indicadoras de direção nos retrovisores e volante revestido em couro, entre outros itens. Com tais itens, a versão custa R$ 42.390.

Sem ginástica

O interior mantém o padrão e o Sandero continua amplo. Tal característica se traduz em conforto a bordo para todos os ocupantes. Coluna de direção ajustável em altura e banco com ajustes de profundidade e de altura proporciona ergonomia na medida certa.

Contribui também para a ergonomia a boa empunhadura do volante e os bancos que ‘abraçam’ o condutor — a densidade da espuma dos assentos são corretos e não cansam. Assim, a posição de dirigir da nova geração do Sandero oferece controles ao alcances das mãos.

Interior continua amplo e novos materiais tornaram o ambiente mais agradávelDivulgação


Ainda no habitáculo, materiais plásticos presentes na nova geração do Sandero transmitem sensação de que estão mais sofisticados, com encaixes sem rebarbas. Estes materiais ainda são agradáveis ao toque. Já o isolamento acústico poderia ser melhorado, apesar da Renault ter diminuído o nível de ruído interno.

Media Nav por R$ 3 mil

Equipada com o sistema Media Nav, a versão topo facilita a vida do motorista. Afinal, tem GPS integrado e fornece as informações do Eco-Coaching e Eco-Scoring.

O primeiro avalia a forma de condução do motorista ao fim de determinado percurso — são observados o tempo das trocas de marchas, a regularidade da velocidade, consumo e quilometragem percorrida. Este sistema trabalha com o Eco-Coaching, que ‘ensina’ a dirigir de maneira mais econômica.

Com suspensão recalibrada — dianteira do tipo McPherson, com barra estabilizadora, e traseira semi-independente, com barra de torção e barra estabilizadora —, a nova geração do Sandero não faz feio. Absorve bem as imperfeições e garante conforto.

Já o conhecido motor 1.6 8V Hi-Power — 106 cv de potência com etanol e 98 cv com gasolina — não decepciona no ciclo urbano e rodoviário. Com duas pessoas a bordo, o propulsor garante acelerações e retomadas seguras, com vigor de sobra. Contribui o escalonamento do câmbio manual de cinco marchas, que é bem curtinho nas três primeiras — os engates são precisos e macios.

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