Rio - Problema recorrente e conhecidos de todos os motociclistas, o óleo que vaza nas pistas é um dos piores inimigos de qualquer um que se desloca em rodovias no Brasil. Em estradas de serra, ainda pior, pois a inclinação e a força centrífuga forçam o diesel para fora e jorram no asfalto. A combinação do diesel com garoa deixa a pista com aderência semelhante à do gelo e agrava os acidentes.
O Inmetro normatiza somente tampas de tanques de caminhões que transportam combustível, os caminhões tanques, e toda a operação nos postos.
É ignorada a exposição dos usuários a vazamentos que podem ser atribuídos a tampas dos tanques que abastecem os motores dos veículos, que vedam mal, estão gastas ou mal fechadas.
A falta de critério tem excibido em fins de semana úmidos, inúmeros acidentes na Rio-Petrópolis, Rio-Teresópolis e Rio-Friburgo, as duas últimas em pista simples e com a possibilidade de impactos frontais muito fortes nesta situação.
Eu mesmo quando passava por lá derrapei de frente e consegui controlar o carro com técnicas de pilotagem e busca de aderência. Já presenciei inúmeras ‘rodadas’ e ajudei vítimas algumas vezes.
Para evitar surpresas, o motorista ou motociclista tem que ‘ler’ o asfalto e identificar aquele rastro de diesel, normalmente em curvas. Sob chuva, o rastro pode ter o brilho multicolorido da mistura do óleo com água. Nestas condições, reduza a velocidade e procure colocar os pneus fora do ‘rastro’.
Se for possível, comunique às concessionárias que recebem pedágio inclusive para manter as pistas limpas e podem ter que indenizá-lo pelos acidentes.