Brasil perdoará ou renegociará dívida africana, diz Dilma

'Vamos sistematicamente resolvendo esses problemas de dívida para poder ter uma relação agora muito mais afetiva', pronuncia a presidenta

Por juliana.stefanelli

Brasília - Convidada especial das comemorações dos 50 anos da União Africana, a presidente Dilma Rousseff disse neste sábado que o governo brasileiro vai perdoar e, em outros casos, reduzir a dívida de um total de 12 países africanos.

"Viemos sistematicamente resolvendo esses problemas (de dívida) para poder ter uma relação agora muito mais efetiva", afirmou Dilma em coletiva concedida a jornalistas. A cifra das dívidas corresponde a US$ 897,7 milhões, que serão perdoados ou renegociados.

A medida beneficia os seguintes países: Costa do Marfim (US$ 9,4 milhões), Gabão (US$ 27 milhões), República da Guiné (US$ 11,7 milhões), Guiné Bissau (US$ 38 milhões), Mauritânia (US$ 49,5 milhões), República Democrática do Congo (US$ 5,8 milhões), República do Congo (US$ 352 milhões), São Tomé e Príncipe (US$ 4,2 milhões), Senegal (US$ 6,5 milhões), Sudão (US$ 43,2 milhões), Tanzânia (US$ 237 milhões) e Zâmbia (U$ 113,4 milhões).

Dilma Rousseff se encontra com Uhuru Kenyatta, presidente do QuêniaReprodução Internet

"A gente sempre tem de primeiro negociar. Depois que você negocia quanto da dívida vai perdoar, você envia ao Congresso. São nove países que nós já concluímos. Já negociamos com eles, já foi aprovado pela Fazenda e nós encaminhamos para o Senado. Faltam três, que ainda não se completou a negociação. O sentido dessa negociação é o seguinte: se eu não conseguir estabelecer negociação, não consigo ter relações com eles, tanto do ponto de vista de investimento, de financiar empresas brasileiras nos países africanos, e também relações comerciais que envolvam maior valor agregado", disse Dilma.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia