São Paulo - Depois do susto o alívio: "A tomografia mostrou que não há fraturas nem danos neurológicos". A repórter do jornal Folha de S. Paulo Giuliana Vallone, disse estar bem após ser atingida no olho direito por um tiro de bala de borracha disparado por policiais militares na quinta-feira, durante protesto con o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo.
"A maior preocupação era o comprometimento do meu olho, que sofreu uma hemorragia por causa da pancada. Felizmente, meu globo ocular não aparenta nenhum dano. E agora, ao acordar, percebi a coisa mais incrível: já consigo enxergar com o olho afetado, o que não acontecia quando cheguei aqui. Fora isso, estou muito inchada e tomei alguns pontos na pálpebra", informou a profissional em seu perfil no Facebook.
Giuliana contou que foi atingida quano já tinha saído da zona de conflito principal, na Consolação, próximo da Avenida Paulista. de acordo com a rep[órter, ela já havia sido ameaçada por um policial por estar filmando a violência. Ela disse que tentou ajudar uma mulher desesperada e acolocou dentro de um estacionamento, foi quando o Choque voltou.
"Não me manifestei de nenhuma forma contra os policiais, estava usando a identificação da Folha e nem sequer estava gravando a cena. Vi o policial mirar em mim e no querido colega Leandro Machado e atirar. Tomei um tiro na cara. O médico disse que os meus óculos possivelmente salvaram meu olho."