Em entrevista, Dilma dispara: 'Não estou cogitando corte de ministérios'

Sobre o 'Volta Lula', em 2014, presidenta afirmou que 'ele não vai voltar porque ele não foi'

Por daniela.lima

Rio - A opinião pública e a oposição querem que a presidenta Dilma Rousseff reduza o número de ministérios, mas em entrevista à "Folha de São Paulo" neste domingo ela disse que não cogita essa possibilidade. Ainda durante a entrevista, Dilma afirmou que já tomou medidas para reduzir os custos do governo, pontua que o desemprego pouquíssimo e nega que tenha falhado no controle da inflação. Por fim a presidente ainda defendeu Guido Mantega e o ministro das Comunicações Paulo Bernardo. 

'Falar volta Lula e tal... Eu acho que o Lula não vai voltar porque ele não foi. Ele não saiu'Agência Brasil


Sobre a redução de ministérios ela disparou: "Não estou cogitando isso. Não acho que reduza custos. As medidas de redução de custeio, nós tomamos. Todas. E sabe o que acontece? Vão querer cortar os de Direitos Humanos, Igualdade Racial, Política para as Mulheres. São pastas sem a máquina de outros. Mas são fundamentais. Política de cotas, por exemplo: só fizemos porque tem gente que fica ali, ó, exigindo", afirmou.

Em outro trecho da conversa ela afirmou que Guido Mantega continua no cargo de ministro da Fazenda. "O Guido está onde sempre esteve: no Ministério da Fazenda. E vocês podem me matar, mas eu não vou falar de reforma ministerial".

Quando o assunto seguiu para a inflação, que subiu por vários meses durante um ano ela se explicou dizendo que "Nós tivemos a quebra na produção agrícola americana, que afetou os mercados de commodities alimentares. Tivemos uma seca forte no Nordeste e também no sul", sobre a crítica dela ter relaxado com a inflação ela se exalta: "Ah, é? Tá bom. E como é que ela tá negativa agora?".

Na entrevista, a presidenta foi questionada sobre o que acha de Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, ser chamado por críticos de "ministro do Plim-Plim". "É um equívoco, uma incompreensão. Essa discussão [da regulação] está sempre posta. O [ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social] Franklin [Martins] deixou um legado importante. E agora vai ter mais discussão. A regulação em algum momento terá de ser feita. Mas ela não é igual ao que se pensou há três anos. É algo complexo, até o que deve ser regulado terá de ser discutido".

Dilma também falou sobre as passeatas que tomaram as ruas do país e sobre a queda dela nas pesquisas. "Não comento pesquisa", disse. Sobre esse movimento nas ruas ter feito ressurgir o "Volta, Lula" em 2014, ela respondeu: "Eu e o Lula somos indissociáveis. Então esse tipo de coisa, entre nós, não gruda, não cola. Agora, falar volta Lula e tal... Eu acho que o Lula não vai voltar porque ele não foi. Ele não saiu. Ele disse outro dia: "Vou morrer fazendo política. Podem fazer o que quiser. Vou estar velhinho e fazendo política".

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia