Governo do Maranhão decreta estado de emergência para sistema prisional

Medida visa construir um presídio de segurança máxima em São Luís e complexos penitenciários no interior do estado

Por bianca.lobianco

Maranhão - O governo do estado do Maranhão decretou nesta quinta-feira estado de emergência para o sistema prisional após uma rebelião no complexo penitenciário de Pedrinhas ter deixado nove detentos mortos e 20 feridos na madrugada de quinta. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pela assessoria do governo. 

A medida visa construir um presídio de segurança máxima em São Luís e complexos penitenciários no interior do estado. 

Em comunicado, a assessoria informou que "o estado de emergência é específico para o setor prisional. Objetiva dar, ao Estado, agilidade para, em 180 dias, resolver por completo todas as pendências do setor: construir presídios na quantidade necessária para separar gangues e desafogar as cadeias; equipamentos, além de outras coisas". 

Caos no complexo penitenciário

O governo atribuiu o motim a uma disputa entre grupos rivais em uma das unidades do complexo penitenciário. A rivalidade aconteceu depois que uma operação policial realizada esta semana terminou com a prisão de 16 integrantes de uma facção conhecida como "Bonde dos 40", a maior organização criminosa do estado, segundo o documento.

Rebelião no Maranhão deixa ao menos nove mortos e 20 feridosReprodução TV

Os rivais do grupo desarticulado aparentemente aproveitaram seu enfraquecimento para um "acerto de contas" dentro do presídio. O confronto aconteceu no começo da noite, quando os presos foram retirados do pavilhão para uma inspeção, pois a direção do complexo penitenciário recebeu informações de que aproximadamente 60 internos estavam escavando um túnel.

Os presos que incitaram a rebelião foram precisamente os que estavam na cela na qual foi descoberto o túnel. Alguns familiares dos presos se dirigiram até o complexo para obter informações sobre o estado de seus parentes e entraram em confronto com a polícia após serem impedidos de se aproximar do local.

A situação foi controlada pela Polícia Militar do Maranhão, que realizou uma revista geral em todo o recinto, segundo o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes.

No dia 1º de outubro, outros três presos foram assassinados na mesma penitenciária, um deles decapitado, em um motim provocado pela decisão da diretoria do presídio de transferir 18 internos. O complexo penitenciário de Pedrinhas já foi cenário de vários motins, um deles, ocorrido em 2010, no qual morreram 20 pessoas.


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