Coronel agredido em protesto em São Paulo

Radicais roubam arma de militar que se feriu na cabeça. Terminal no Centro foi destruído

Por joyce.caetano

São Paulo - Protesto organizado nesta sexta-feira em São Paulo pelo Movimento Passe Livre terminou em enfrentamentos de grupos radicais com a Polícia Militar, incêndio a ônibus e quebra-quebra no Terminal Dom Pedro, no Centro. De acordo com a polícia, 60 pessoas foram presas. Durante o tumulto, o coronel Reinaldo Rossi, que comanda o policiamento na região central de São Paulo, foi agredido por um grupo de mascarados e teve sua arma, uma pistola .40, e um rádio roubados.

O coronel PM foi atingido na cabeça, possivelmente por uma pedrada. O militar foi levado para o Hospital das Clínicas, onde foi constada fratura na clavícula, além de ferimento no crânio.

O ato começou de forma pacífica com a participação de 600 pessoas na região central de São Paulo, segundo a PM. Manifestantes e integrantes do Movimento Passe Livre saíram em passeata por ruas do Centro de São Paulo, em protesto por melhorias do transporte público. A manifestação, iniciada no Theatro Municipal, que começou pacífica, tomou proporções violentas por volta das 20h20, quando um grupo de mil pessoas invadiu o Terminal Dom Pedro 2º e quebrou um ônibus. O tumulto se generalizou, com alguns ativistas quebrando janelas dos coletivos e outros danificando caixas eletrônicos que ficam no terminal. Eles picharam coletivos e depredaram bilheterias. A polícia reagiu atirando bombas de efeito moral, para dispersar o grupo.

Este é o quarto protesto com participação do MPL esta semana — o primeiro na região central. Na segunda-feira, o grupo apoiou reivindicações de moradores no M'Boi Mirim; na quarta-feira, no Grajaú; e na quinta-feira, no Campo Limpo. O movimento também critica a mudança nas linhas de ônibus e pede tarifas zero.

O ato de ontem faz parte da ‘Semana de Luta por Transporte Público’, que já é realizada pelo MPL desde 2005. A semana de luta é celebrada este mês por conta dos atos do dia 26 de outubro de 2004, conhecidos como ‘revolta da catraca’.

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