Por helio.almeida
Padrasto de JoaquimReprodução Internet

São Paulo - O pedido de revogação da prisão temporária do padrasto do menino Joaquim, Guilherme Longo, foi indefirida na tarde desta segunda-feira pela 2ª Vara do Júri e de Execuções Criminais de Ribeirão Preto (SP).

A juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos afirmou que após o corpo da criança ter sido encontrado surgiram fortes indícios de que houve um crime. O advogado de Longo, Antônio Carlos de Oliveira, discorda da argumentação. “Como não saíram todos os laudos, não há provas materiais suficientes que indiquem um homicídio”.

O técnico em TI está preso temporariamente desde o dia 10 de novembro, quando o corpo do enteado dele, Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, foi encontrado no Rio Pardo, em Barretos. Longo é apontado pela polícia como principal suspeito do sumiço e da morte do garoto. Ele alega que é inocente.

Defesa contesta prova

Mais cedo, o advogado de Longo contestou a informação dada na manhã desta segunda pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro, que afirmou ter provas suficientes para indiciar o padrasto de Joaquim pelo desaparecimento e morte do menino.

“Entendemos que não existe essa prova, mesmo porque a polícia ainda não mostrou os laudos periciais. É a partir daí que eu acredito que a autoridade policial no entender dela pode ter alguma argumentação nesse sentido. Até o momento não tem sequer indício em desfavor do Guilherme”, disse Oliveira.

Novo depoimento

Guilherme Longo e Natália Ponte prestaram novos depoimentos na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), na tarde desta segunda-feira. O delegado não deu detalhes sobre o conteúdo dos depoimentos. A reconstituição do desaparecimento do menino Joaquim deve acontecer ainda esta semana.

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