Por helio.almeida
Loanne Rodrigues foi agredida%2C mas família nunca soube quem foi agressorReprodução Internet

Goiás - A estudante Loanne Rodrigues da Silva Costa, de 19 anos, encontrada morta junto com o padrasto, Joaquim Lourenço da Luz, de 47 anos, já havia sido agredida e ameaçada. Os dois foram encontrados mortos e acorrentados pelos pés a uma árvore no Morro do Frota, área de preservação ambiental localizada em Pirenópolis, em Goiás, nessa terça-feira.

Segundo a polícia, a jovem chegou a ficar internada no Hospital de Urgências de Anápolis (Huana) após levar uma paulada na cabeça, em abril deste ano. A família fez o registro da ocorrência, mas o agressor nunca foi descoberto. Dias após o fato, quando já estava em casa se recuperando dos ferimentos, Loanne recebeu uma carta anônima com várias ameaças de morte.

No bilhete, que consta no inquérito policial, há uma frase que parece remeter ao episódio da agressão: "Como você tem sorte de não ter morrido". Em outro trecho, Loanne é ameaçada: "O inferno te espera". No fim da carta ainda está escrito: "Seu dia chegará".
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Juntos no parque
Segundo a Polícia Civil, as vítimas tiveram as barrigas cortadas e órgãos arrancados. Alguns parentes relataram aos bombeiros, que Loanne e o padrasto teriam ido até o parque na tarde da segunda-feira e não retornaram.
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Os corpos só foram localizados por volta das 13h desta terça-feira por um homem que passava pelo local e acionou os bombeiros. O local foi isolado e agentes da Polícia Técnico Científica se dirigiram ao local fazer a perícia.
Os corpos da estudante e do padrasto foram enterrados na manhã desta quarta-feira, no cemitério de Pirenópolis. Os caixões permaneceram fechados durante todo o velório que aconteceu nesta madrugada.
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Mortos por explosão
Laudo de peritos da Polícia Civil aponta que a provável causa da morte dos dois tenha sido uma explosão de dinamite colocada entre os dois. Segundo o delegado que investiga o caso, Rodrigo Luiz Jayme, a principal linha de investigação é que o padrasto tenha planejado as mortes.
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De acordo com o delegado, foram encontradas corrente, corda, barraca e colchão, tudo propriedade de Joaquim. A dinamite era da pedreira onde ele trabalhava. De acordo com a Polícia Civil, padrasto e enteada morreram abraçados.
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