Por thiago.antunes
São Paulo - Uma operação envolvendo agentes da Polícia Rodoviária Federal, do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho libertou nesta terça-feira 19 trabalhadores que eram mantidos em condições análogas à escravidão em carvoarias de cidades paulistas. Nos locais, foram encontrados sete crianças e adolescentes trabalhando.
A operação, que teve apoio de 100 homens da Polícia Rodoviária Federal, fiscalizou 10 carvoarias nas cidades de Pedra Bela, Joanópolis e Piracaia. Uma juíza e um integrante da Advocacia-Geral da União (AGU) também estavam no grupo. Seis carvoaria foram fechadas.
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A situação mais grave foi em Piracaia, onde os 19 trabalhadores foram libertados em três carvoarias. Eles eram mantidos em locais sem instalações sanitárias, trabalhavam sem nenhum equipamento de proteção e não eram registrados. Além disso, não recebiam alimentação da empresa e nem havia acesso a água potável.
Em Pedra Bela, uma adolescente de 16 anos foi flagrada na Carvoaria Bela Chama. Mulher de um dos trabalhadores, ela contou que já chegou ao local devendo R$ 100, cobrados pela dona da carvoaria pela viagem de Varzelândia (MG) à cidade paulista. No local, havia 10 trabalhadores e nenhum tinha carteira assinada.
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Eles dormiam em instalações insalubres e trabalhavam sem equipamentos de segurança. A carvoaria e os alojamentos foram interditados pelos fiscais do Ministério do Trabalho.
Em Joanópolis, a principal irregularidade encontrada foi a exploração de trabalho infantil. Havia quatro adolescentes trabalhando.
O superintendente regional do Trabalho e Emprego, Luiz Antonio de Medeiros, avisou que a operação será estendida a outras cidades. “Em São Paulo, encontrar trabalho escravo, menores trabalhando, é absurdo. Seremos intransigentes com quem descumpre a lei.”
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