Por bferreira

Rio - Agora é guerra. Foram ao ar nesta segunda-feira os dois primeiros programas partidários, de 30 segundos cada, do PT depois que o partido do senador Lindbergh Farias rompeu com o PMDB do governador do Rio, Sérgio Cabral, no fim de janeiro. Embora nem sequer mencione o nome de seu adversário, Lindbergh - único político a aparecer - deixa claro que o alvo é a administração peemedebista. "É preciso um governo que resolva de verdade os problemas de um povo", diz Lindbergh num dos filmes.

A peça publicitária começa com a cena de uma mulher sendo maquiada, narrada pelo senador: "A maquiagem é a forma mais fácil de embelezar uma pessoa. Mas quando é usada para disfarçar problemas é a forma mais rápida de aumentar o sofrimento de um povo." Por trás do rosto da atriz, os produtores fizeram uma montagem com comunidades sem urbanização e trens lotados. Lindbergh continua: "Hoje as lágrimas do povo do Rio estão desfazendo a maquiagem feita nos últimos anos. As pessoas estão sofrendo com falta de água, de luz, de transportes."

No segundo filme, a mensagem é a de que Lindbergh admite que o governo atual tem acertos. Uma frase preenche a telinha, com um locutor em off: "Não se pode jogar fora tudo o que foi feito." Corta para Lindbergh afirmando que "ampliar o metrô é bom e tem que continuar". Mas retorna para outra frase de efeito - "Não se pode continuar fazendo errado" - antes de o petista emendar: "O transporte no Rio está um caos. É preciso jogar duro." Até o fim, o senador critica a política de transportes de Cabral.

Se os filmes do PT serão considerados propaganda antecipada, caberá ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio decidir. Mas, antes disso, a equipe de Lindbergh bem que poderia decidir qual é, afinal, a grafia correta do nome do homem. Lindbergh nasceu com "h" no final, como seu pai. Quando entrou para a vida política, tirou a última letra para facilitar a vida do eleitor. Mas, senador eleito, decidiu voltar ao nome original.

Só que agora, seus assessores decidiram que ele deve, de novo, tirar o "h" e passar a se apresentar como "Lindberg". É assim que já está em seu perfil no Facebook, e é assim que já está no material de divulgação de suas atividades de pré-campanha. Faltou só combinar com a produção dos filmes que foram ao ar ontem, onde o senador continua sendo "Lindbergh". Com "h" no final.

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