Rio - Com a pré-candidatura ao governo aprovada por unanimidade pelo PT do Rio no sábado, o senador Lindbergh Farias agora tira onda e divide o partido dos outros. O convite que ele fez ao PCdoB para Jandira Feghali ser candidata a senadora em sua chapa abriu debate entre os comunistas.
Formalmente, a pré-candidatura da deputada federal ao Palácio Guanabara está mantida, como confirma resolução do PCdoB. Mas há no partido quem ache que faz mais sentido Jandira concorrer ao Senado e contribuir para a chamada ‘união da esquerda’ contra o ‘mal comum’ — no caso, o PMDB. É com esses que os petistas contam.
Aliás, para petistas próximos a Lindbergh, os comunistas estão bem perto de aderir. Quem é contra a união dos dois partidos argumenta que, candidata a governadora, mesmo que não ganhe, Jandira ajudaria a eleger dois ou três deputados federais. Por enquanto, tirando o PT, Lindbergh só tem o apoio do pedetista Brizola Neto, que vai abrir dissidência no partido, quase fechado com Pezão.
NO PÉ
CHICO D’ANGELO: ‘É UMA QUESTÃO DE FIDELIDADE PARTIDÁRIA’
Dos 11 prefeitos do PT no estado, só dois prestigiaram Lindbergh no sábado, quando sua pré-candidatura foi confirmada. Estavam lá o de Pinheiral, José de Arimathéa, e o de Maricá, Washington Quaquá, presidente regional do partido. Dos outros nove, nem sinal. Muito menos do de Niterói, Rodrigo Neves, que, se pudesse, já estaria na campanha de Pezão. Mas a cidade estava representada pelo secretário de Saúde de Rodrigo, Chico D’Angelo. Desobedecendo o chefe? Chico garante que não teve ordem para não ir. Ex-deputado federal, ele é candidato de novo à Câmara pelo PT: “É uma questão de fidelidade partidária. Fui para deixar claro que vou apoiar o PT.”