Por leonardo.rocha

Bahia - Foi preso na tarde desta sexta-feira o líder do movimento grevista da Polícia Militar (PM), Marco Prisco, que também é vereador e presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado (Aspra). Prisco teve prisão preventiva decretada pela Justiça Federal em 15 de abril, mas apenas hoje foi detido, em um resort. Em nota, a Polícia Federal (PF) informou que o oficial já está sendo transferido para o Complexo da Papuda.

Marco Prisco liderou greve de PMs também em 2012Reprodução


O pedido foi feito na terça-feira dentro da ação penal movida pelo MPF em abril de 2013, que denunciou sete vereadores, soldados e cabos da PM por diversos crimes, a maioria deles contra a segurança nacional, praticados durante a greve realizada entre os dias 31 de janeiro e 10 de fevereiro de 2012. A intenção do pedido de prisão preventiva é garantir a ordem pública. Segundo informações do MPF, Marco Prisco é processado por crime político grave, e qualquer recurso contra sua prisão só pode ser ajuizado no Supremo Tribunal Federal (STF).

O fim da paralisação deste ano foi acordado entre representantes das seis associações da Polícia Militar e representantes do governo no início da tarde da última quinta-feira. Segundo dados oficiais, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), Salvador e municípios da Região Metropolitana registraram 44 homicídios durante a paralisação.

Salvador continua sendo policiada pelas Forças Armadas e nessa sexta-feira Santa somente as equipes do Exército foram vistas nas ruas da cidade.

Risco de nova greve

A prisão gerou uma repercussão para os policiais militares que, por meio de um grupo fechado no aplicativo "Whatsapp", afirmaram que se a decisão não for revogada, a categoria fará nova greve. "Estamos tentando saber ao menos pra onde ele vai ser encaminhado. isso é um sequestro orquestrado pela justiça.

Estão levando ele para um avião e ninguém pode acompanhá-lo, estamos seguindo em outro veículo", escreveu um dos policiais no grupo. Os policiais estão convocando os outros à uma concentração no Parque da Cidade, para uma mobilização contra a prisão do líder grevista.

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