São Paulo - O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira que o deputado André Vargas (PR) - que se desfiliou do PT no início da noite - apresentou o laboratório farmacêutico Labogen para possíveis contratos com o Ministério da Saúde quando ele era ministro.
Padilha cancelou sua agenda no interior do Estado para se defender das acusações de que tenha indicado Marcus Cezar Ferreira de Moura para dirigir o Labogen, que é controlado pelo doleiro Alberto Youssef, investigado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal.
"Mente quem cita qualquer relação minha com o doleiro. Mente quem diz que eu indiquei Marcos Cezar para qualquer laboratório privado. Mente quem diz que existe ou existira qualquer contrato com a Labogen na minha gestão", afirmou Padilha.
Ele também afirmou que irá interpelar judicialmente qualquer pessoa que o tenha citado sem autorização. Inclusive Vargas. "Vou orientar meus advogados, a partir do momento que tiverem acesso a todo relatório, a interpelar judicialmente qualquer pessoa que tenha utilizado meu nome em vão (...) Se o senhor André Vargas ou qualquer pessoa usou meu nome em vão, vou interpelar judicialmente e esclarecer isso", afirmou.
O ex-ministro não respondeu diretamente se a atividade de Vargas, ao apresentar o Labogen a ele, configuraria lobby, mas disse que se alguém o procurou para "pular ritos do Ministério" "bateu na porta errada".
"Vargas tratou comigo, sim, sobre esse laboratório, mais de uma vez, e eu cumpri a minha obrigação de ministro, de receber a proposta e encaminhá-la formalmente para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Se qualquer pessoa imaginou que estabeleceria um contrato com o Ministério da Saúde sem passar pelos filtros que estabeleci, bateu na porta errada."
Com informações de Julianna Granjeia