Após destruição ser suspensa, viaduto que desabou em BH será demolido

Dezoito pessoas foram ouvidas, entre elas estão os engenheiros e funcionários da empresa responsável pela obra

Por tamara.coimbra

Minas Gerais - A Justiça autorizou a demolição parcial do viaduto Batalha dos Guararapes, que desabou sobre a avenida Pedro I na Pampulha, Belo Horizonte, na última quinta-feira, deixando duas pessoas mortas e 23 feridas. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a destruição deve ser iniciada ainda na manhã desta segunda-feira. Neste domingo, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais havia suspendido a demolição e o local foi interditado.

Segundo a prefeitura, a área solicitada pela polícia para a perícia será preservada. No domingo, a Costrutora Cowan relatou que havia paralisado as obras de demolição do viaduto a pedido dos órgãos competentes para realizar a investigação. Na noite de sábado, 18 pessoas foram ouvidas, entre elas estão os engenheiros e funcionários da empresa responsável pela obra, a Cowan.

Viaduto desaba na Avenida Pedro I%2C em Belo Horizonte%2C Minas GeraisDivulgação

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça não confirmou a autorização na manhã desta segunda-feira. Informou que checaria a informação, mas até o momento ainda não deu resposta. A empresa responsável pela construção, relatou que aguarda apenas a liberação dos órgãos competentes, porém na manhã desta segunda ainda não tinha um posicionamento oficial.

Vítimas

Homens do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais retiraram dos escombros, na madrugada da última sexta-feira, o corpo de um rapaz de 25 anos. Charlys Frederico Moreira do Nascimento dirigia um Fiat Uno de cor cinza e foi encontrado dentro do veículo.

A corporação confirmou também a morte de Hanna Cristina Santos, de 24 anos, que dirigia um micro-ônibus no momento do acidente. Segundo os bombeiros, 23 pessoas ficaram feridas no desabamento do viaduto.

Obras

Previsto para ser entregue em junho, o Viaduto Guararapes estava em fase de acabamento e deveria ser concluído no fim deste mês. No início de fevereiro, outro viaduto do mesmo complexo de obras para a instalação do sistema de transporte rápido por ônibus, o Montesi, teve que ser interditado devido a um problema estrutural — parte do viaduto em construção se deslocou lateralmente, cerca de 30 centímetros em relação à estrutura. Após o acidente, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura anunciou que todos os viadutos que fazem parte do complexo arquitetônico passarão por novas inspeções.

O BRT é uma das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana. O empreendimento custou R$ 713 milhões, dos quais R$ 311 milhões são recursos federais disponibilizados por meio do PAC. O projeto de engenharia custou R$ 5,1 milhões, pagos pela prefeitura.

Com informações do iG

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