Filho de Pelé é transferido para o Centro de Detenção Provisória

Advogado entrou com pedido de revogação da prisão do ex-atleta, mas, por enquanto, não recebeu uma resposta da Justiça de São Paulo

Por tamara.coimbra

São Paulo - O filho de Pelé e ex-goleiro do Santos, Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, foi transferido, no início da tarde desta sexta-feira, para o Centro de Detenção Provisória de São Vicente, no litoral de São Paulo. O advogado do ex-goleiro, Eugênio Malavasi, tentou revogar a prisão do filho de Pelé que acusado de lavagem de dinheiro, proveniente do tráfico de drogas, mas, por enquanto o advogado não recebeu nenhuma resposta ao pedido. Malavasi afirma ainda que caso não aceitem a revogação, ele entrará com pedido de habeas corpus.

De acordo com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o ex-goleiro foi encontrado dentro de casa, em Santos (SP). Por causa do envolvimento com o tráfico de drogas, a condenação foi de 33 anos de detenção. Além de Edinho, Clóvis Ribeiro, o "Nai", Maurício Louzada Ghelardi, o "Soldado", Nicolau Aun Júnior, o "Véio"; e Ronaldo Duarte Barsotti, o "Naldinho", também foram julgados e condenados pela mesma prática.

Pelas investigações, "Naldinho" era o líder da organização, que tinha base em Santos e possuía ligação com o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro.

O caso

Edinho foi preso em junho de 2005 em Santos acusado de ter ligações com Ronaldo Duarte Barsotti, mais conhecido como "Naldinho", apontado pela polícia como um dos principais traficantes da área. Na época, o ex-goleiro negou as acusações e afirmou ser apenas dependente químico.

Em 17 de dezembro de 2005, o filho de Pelé foi solto ao obter um habeas corpus no Superior Tribunal Federal (STF). Mas, em fevereiro de 2006, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro. A denúncia resultou em uma nova prisão, 47 dias após conseguir a liberdade. A defesa chegou a requisitar várias vezes o habeas corpus de Edinho, mas todos foram negados.

No dia 21 de dezembro de 2006, a ministra Ellen Gracie havia negado pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-jogador. No entanto, sete dias depois, os advogados pediram reconsideração da decisão. O ex-goleiro, então, saiu da Penitenciária de Tremembé um dia depois do pedido.

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