Por leonardo.rocha

São Paulo - A prostituta Marlene Gomes, de 56 anos, assumiu nesta sexta-feira ter matado e esquartejado o motorista de ônibus Álvaro Pedroso, em São Paulo. Durante a reconstituição do crime, realizada pela Polícia Civil, a criminosa relatou que tinha um caso com a vítima e que o ato não foi premeditado, mas admitiu ter usado uma faca do próptio motorista para cortar os membros. Junto com Marlene, outras duas mulheres também foram denunciadas pelo crime bárbaro.

Cabeça é achada em saco plástico na Praça da Sé%2C em São PauloAgência O Dia


Durante a simulação, a mulher disse que após uma briga, ela teria empurrado o amante, que caiu e morreu na mesma hora. Em seguida, ela teria utilizado uma faca para esquartejar Pedroso. "Eu cortei, cortei, cortei", disse Marlene na reconstituição.

Segundo o promotor Tomás Busnardo Ramadan, além de Marlene Gomes, a 'Mole', de 56 anos, foram indiciadas as prostitutas Francisca Aurilene Correia da Silva, a 'Thais', de 34 anos, e Márcia Maria de Oliveira, 'Sheila', de 32 anos. Elas foram acusadas de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O caso

Sacos de lixo, com pernas e braços, foram encontrados na manhã do dia 23 de março, na esquina das ruas Sergipe e Sabará. Pouco depois, uma gari encontrou um carrinho de feira e um outro saco preto no cruzamento das ruas Mato Grosso e Coronel José Eusébio. Dentro dele estava o tronco da vítima enrolado a uma peça de roupa feminina. Parte da pele foi arrancada — a polícia suspeita que seja para ocultar uma tatuagem.

Polícia reconstitui digitalmente rosto de vítima esquartejadaDivulgação


Um outro saco preto com uma coxa foi encontrado em uma floreira na rua da Consolação. O corpo teve as pontas dos dedos cortadas. De acordo com os legistas, o esquartejamento aconteceu quando a vítima já estava morta.

A cabeça foi encontrada por um morador de rua na tarde do dia 27 de março. Ele vasculhava o lixo em busca de comida. Ao mexer no saco plástico que guardava a cabeça, sentiu um cheiro forte e chamou a GCM.

Marlene afirma que esquartejou motorista porque era torturada por ele

No começo de abril, após a divulgação de uma imagem da reconstituição facial da vítima esquartejada, o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) foi procurado pela mulher e dois filhos do motorista desaparecido que relataram a semelhança do parente com a imagem. Os familiares doaram material para o exame de DNA para que o teste fosse feito.

Para a reconstituição, foi usado um programa de computador para realizar digitalmente o rosto da vítima, já que a cabeça estava em estado avançado de decomposição. O motorista desapareceu no dia 22 de março.

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