TCU adia decisão sobre bloqueio de bens da presidente da Petrobras

Decisão foi por causa de pedido de vistas. Cinco dos oito ministros tinham votado contra

Por bferreira

Brasília - Um pedido de vista do ministro Aroldo Cedraz adiou para setembro a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a proposta de bloqueio dos bens da presidenta da Petrobras, Graça Foster. A medida foi sugerida como uma forma de garantir, em caso de condenação, o ressarcimentos dos prejuízos causados à empresa pela compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006.

Último a se manifestar na sessão de ontem, ao pedir vista do processo, Cedraz alegou que precisaria estudar melhor sobre o caso. Cinco dos oito ministros tinham votado contra o bloqueio. Dois votaram a favor.

O relator, ministro José Jorge, manteve o voto apresentado no início do mês a favor do bloqueio dos bens da executiva e de 11 dirigentes e ex-dirigentes da empresa envolvidos na aquisição da refinaria. No texto do relatório, José Jorge diz que operação resultou em prejuízo de US$ 792,3 milhões na compra da refinaria, mas a responsabiliza de Graça Foster, segundo ele, é de US$ 90 milhões desse total.

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