Por victor.duarte

Goiás - A Justiça de Goiás decretou, nesta terça-feira, a prisão preventiva de Tiago Henrique Gomes da Rocha, acusado de matar 39 pessoas em Goiânia. Como justificativa para a decisão, o juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, da 1ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida da comarca do Estado, citou a "garantia da ordem pública, a preservação da instrução criminal, a fiel execução da pena e a segurança da sociedade".

O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha relatou em depoimento que foi pago para cometer um dos crimesReprodução / TV Anhanguera

A prisão, no entanto, é devida a um caso específico, o homicídio de Rosirene Gualberto da Silva, ocorrido no dia 19 de julho, nas proximidades de uma boate da capital do Estado. Durante interrogatório, Tiago confessou o crime, autoria comprovado pelos laudos do Instituto Médico Legal segundo os quais o projétil no corpo da vítima era compatível à utilizada pelo ex-vigilante.

“Na análise dos autos em estudo, conclui-se que a liberdade do representado atenta contra a ordem pública, pois suas condutas delitivas repercutem de maneira dolosa e prejudicial ao meio social em que vivemos, já que Tiago trazia consigo arma de fogo e escolhia, aleatoriamente, suas vítimas, confessando o homicídio de 39 pessoas nos últimos quatro anos sem motivo aparente”, disse o juiz.

A prisão preventiva é uma medida cautelar decretada antes do julgamento para evitar que suspeitos considerados perigosos cometam novos crimes.

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