Justiça pede quebra de sigilo bancário de empreiteiros presos na Lava Jato

Decisão assinada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações, alcança 15 presos

Por victor.duarte

Paraná - A Justiça Federal no Paraná pediu ao Banco Central (BC), nesta terça-feira, a quebra de sigilo bancário dos executivos de empreiteiras presos na última sexta-feira, na sétima fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal (PF). A decisão, assinada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações, alcança 15 presos.

Entre eles, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o lobista Fernando Soares, também conhecido como Fernando Baiano, que se entregou na tarde desta terça-feira à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

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De acordo com o pedido enviado ao Banco Central, também terão as contas bancárias rastreadas João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Adminstração da Camargo Correa; Ildefonso Colares Filho, diretor presidente da construtora Queiroz Galvão; Sérgio Cunha Mendes, diretor da Mendes Júnior; e Agenor Franklin Magalhães, diretor da OAS, entre outros dirigentes de empreiteiras.

O juiz Sério Moro deve decidir ainda nesta terça-feira se 17 presos, temporariamente por cinco dias, terão o tempo de prisão prorrogado. O juiz aguarda manifestação da PF e do Ministério Público Federal para decidir a questão. Desde as 9h desta terça-feira diretores das empresas UTC e Camargo Correa prestam depoimento na Superintendência da PF em Curitiba.

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