Por paulo.lima
Brasília - O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso em março pela Operação Lava-Jato da Polícia Federal, revelou em um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) uma relação com 28 nomes de políticos que teriam recebido benefícios do esquema de corrupção na Petrobras, publicou o jornal "O Estado de S. Paulo" nesta sexta feira. Entre os envolvidos, estão o senador e candidato ao governo do Rio Lindbergh Farias (PT) e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).
Além de Cabral e Lindbergh, Simão Sessim e Alexandre Santos tiveram seus nomes divulgadosDivulgação/Polícia Federal


Além dos dois, estão envolvidos o ministro de Minas e Energia Edison Lobão, Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda, Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil, Mário Negromonte, ministro das Cidades, o governador do Acre Tião Viana e Eduardo Campos, além de deputados e senadores do PT, PMDB, PSDB E PP. Entre eles, os deputados federais Simão Sessim (PP) e Alexandre Santos (PMDB).

O jornal "O Estado de S. Paulo" também relatou que Paulo Roberto Costa afirmou que parte dos políticos que participavam da rede de corrupção recebeiam propina com frequência. As parcelas deste suborno chegaram a superar R$ 1 milhão. Segundo a reportagem, o dinheiro era usado para campanhas eleitorais. Em outubro, o ex-diretor afirmou, em depoimento à Justiça Federal no Paraná, que a propina foi usada pelo PT, PMDB e PP durante a campanha eleitoral de 2010.
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Por meio de sua assessoria de imprensa, o ex-governador Sérgio Cabral informou que "repudia qualquer menção a seu nome em suposta lista ou fato relatado por Paulo Roberto Costa". Também ressaltou que a relação entre ele e Costa "sempre foi institucional – entre o governador do Estado do Rio de Janeiro e um representante da Petrobras". O deputado Simão Sessim não declarou sobre o caso.