Maranhão - Recém- empossado no governo do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) iniciou uma devassa nas contas de sua antecessora, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Uma das primeiras medidas do novo governador foi a criação de comissão de investigação para apurar “possível prejuízo ao erário” e “indícios de má utilização de recursos públicos” em pagamento à empreiteira Constran-UTC, uma das empresas investigadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Meire Bonfim Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, e Paulo Roberto Costa contaram à PF, ao Ministério Público Federal e à CPI da Petrobras que Roseana Sarney teria recebido propina de R$ 6 milhões para fazer o precatório “furar a fila” dos pagamentos e ser liberado, em 24 parcelas de R$ 4,7 milhões, à Constran-UTC.
Sete parcelas do acordo já tinham sido liberadas pelo governo do Maranhão, quando a Justiça Federal mandou suspender os pagamentos, em agosto passado. Dino solicitou documentos e esclarecimentos à Polícia Federal, ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, para identificar eventuais irregularidades na celebração do acordo firmado na gestão de sua antecessora.