Brasil nega deportação de ex-prefeito paraguaio acusado de assassinato

Vilmar Acosta usava documentação falsa e estava escondido em cidade do MS, a 195 km do município paraguaio de Ypehú

Por victor.duarte

Mato Grosso do Sul - O Brasil não deportará ao Paraguai o ex-prefeito Vilmar Acosta, reclamado pela Justiça de seu país pelo assassinato de duas pessoas e por narcotráfico, e abrirá um processo de extradição, informaram nesta segunda-feira fontes oficiais.

"Neneco" Acosta, do governista Partido Colorado e ex-prefeito da cidade de Ypehú, foi detido na quarta-feira passada na cidade brasileira de Caarapó, no Mato Grosso do Sul, após ter passado cinco meses foragido da Justiça paraguaia. O político é acusado como autor intelectual do assassinato do correspondente do jornal paraguaio "ABC Color" Pablo Medina e de sua assistente Antonia Almada, ocorrido em outubro na região de fronteira, e também é acusado de produção e tráfico de maconha.

'Neneco' Acosta estava escondido em uma cidade do MS e usava documentação falsa brasileiraDivulgação

O procurador-geral do Estado do Paraguai, Javier Díaz Verón, viajou nesta segunda-feira a Campo Grande para pedir à polícia a "imediata deportação" de Acosta. Na sexta-feira, um juiz federal ordenou a deportação de Acosta, mas existe uma ordem superior, do Supremo Tribunal Federal, para que seja aberto um processo de extradição, por isso que a polícia não entregará o político às autoridades paraguaias, segundo informou um porta-voz da polícia brasileira.

Acosta permanecerá detido nas dependências da Polícia Federal em Campo Grande. Ele estava escondido na cidade de Caarapó, localizada a 195 quilômetros do município paraguaio de Ypehú, e usava documentação falsa brasileira.

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