Por tamara.coimbra
Publicado 19/03/2015 15:24 | Atualizado 19/03/2015 15:40

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff disse em coletiva nesta quinta-feira que não vai fazer reforma ministerial, após a queda do até então ministro da Educação, Cid Gomes. Segundo a presidenta, não há "perspectiva" para alterar "nada nem ninguém". Dilma disse a jornalistas que a troca no comando da pasta será feita "o mais rápido possível."

"Vocês [imprensa] estão criando uma reforma no ministério que não existe. São trocas pontuais. Eu não tenho perspectiva de alterar nada nem ninguém, mas as circunstâncias obrigam você a alterar, como ocorreu no Ministério da Educação. Não tem reforma ministerial", afirmou Dilma.

Dilma fez uma rápida coletiva para falar sobre a saída de Cid Gomes do Ministério da EducaçãoReprodução Globo News

"O MEC não é dado para ninguém. O MEC é um dos ministérios mais importantes do país porque eu tenho o compromisso de construir um caminho para a educação brasileira dando mais passos do que nós já demos", finalizou.

Nesta quarta-feira, o então ministro da Educação, Cid Gomes, entregou o cargo à presidenta após discutir com deputados no plenário da Câmara. Ao sair do Planalto, Gomes justificou sua saída reconhecendo que sua declaração acusando parte da Câmara de ser formada por "achacadores" criou dificuldades para o governo junto a base aliada.

“A conjuntura política impede minha presença no governo”, disse Cid.

“Minha declaração ficou em posição de indisposição com grande parte da base. Minha declaração criou dificuldades para a base do governo”, disse o ministro que acredita que a presidenta conseguirá superar a crise de imagem pela qual passa.

A reunião de Cid com Dilma durou menos de cinco minutos. Ele informou que não deu espaço para que a presidenta insistisse em sua permanência. "Disse a ela que era em caráter irrevogável", disso Cid.

Cid Gomes entregou o cargo de minsitro da Educação à Dilma após discutir com deputados na CâmaraFabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A presença de Cid Gomes na Comissão Geral nesta quarta-feira foi tensa. O deputado federal Sergio Zveiter (PSD/RJ) chamou o ministro da Educação de "palhaço". Muito ofendido, Gomes pediu respeito. Quando tentou voltar a falar, teve o microfone cortado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

O secretário-executivo do Ministério da Educação, Luíz Cláudio Costa, assume interinamente a pasta até a indicação do substituto de Cid pela presidente.

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