Chacina deixa oito corintianos mortos

Mortes foram na sede da torcida organizada Pavilhão 9; polícia suspeita de ligação com tráfico de drogas

Por tabata.uchoa

São Paulo - Oito homens morreram em uma chacina na sede da torcida organizada do Corinthians, chamada de Pavilhão 9, em São Paulo, por volta das 23h de sábado. Segundo relato de testemunhas à polícia, três homens invadiram a quadra da torcida, mandaram as pessoas deitarem chão e atiraram contra a cabeça de sete delas, que morreram no local.

A oitava vítima, Mydras Schmidt, também foi baleada dentro da quadra da torcida, mas conseguiu fugir para a rua. Ele caiu em um posto de combustível e foi levado ao Hospital das Clínicas, onde morreu. Segundo a Polícia Civil, foram encontradas cápsulas de pistola 9 mm próximo aos corpos das vítimas.

Polícia vigia prédio da sede da torcida do Corinthians%2C depois da chacinaEfe

“É um das maiores chacinas dos últimos tempos, principalmente em um mesmo local”, disse o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Arlindo José Negrão Vaz. Ele descartou a hipótese de briga de torcida. A principal linha de investigação é que as mortes tenham algum tipo de ligação com o tráfico de drogas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, quatro dos mortos já responderam a inquéritos por roubo ou tráfico.

Uma das vítimas é Fábio Neves Domingos, 34, conhecido como ‘Du Memo’. Ele foi um dos torcedores corintianos detidos pela morte do jovem boliviano Kevin Beltrán Espada, 14, durante o jogo entre San José x Corinthians, em Oruro (a 230 km de La Paz), na Taça Libertadores da América, em 2013.

As demais vítimas são: Ricardo Júnior Leonel do Prado; André Luiz Santos de Oliveira; Matheus Fonseca de Oliveira; Jhonatan Fernando Garzillo Massa; Marcos Antônio Corassa Júnior; Mydras Schmidt Rizzo; e Jonathan Rodrigues do Nascimento, conhecido com ‘Edilsinho’.

Um dos sobreviventes da chacina foi enrolado em uma bandeira do time e deixado vivo pelos criminosos. “Disseram para ele que ele tinha sorte que as balas tinham acabado e que ele ficou vivo para contar tudo”, relatou a mãe de um dos mortos.

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