Brasília - A Justiça Federal negou ontem o pedido de habeas corpus preventivo feito em nome do ex-presidente Lula para que ele não fosse preso na Operação Lava Jato. O pedido foi feito pelo consultor Maurício Ramos Thomaz, que alegou ter a intenção de “proteger o ex-presidente” e afirmou ter “fixação por processos jurídicos”. O habeas corpus é uma ação judicial que assegura a liberdade do favorecido e impede a prisão.
Em nota, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, informou que não há nenhuma investigação em curso sobre o ex-presidente Lula.
Essa não é a primeira vez que o consultor entra com pedidos de habeas corpus na Justiça. Ele fez o pedido para Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, réu do escândalo do Mensalão e até para o colunista da revista ‘Veja’ Diogo Mainardi. Segundo Maurício Ramos Thomaz, ele se encontrou apenas uma vez com Lula, em 1985, e afirmou que pretende entrar com um pedido para soltar Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira do país e preso na semana passada. No texto em “favor” do ex-presidente, Thomaz chama Sérgio Moro de “Hitler”.
Em nota, o Instituto Lula informou que já pediu a retirada e o não reconhecimento do pedido de habeas corpus na Justiça, e lançou suspeitas sobre o fato de a informação sobre ter sido divulgada primeiro pelo Twitter e pelo Facebook do senador da oposição Ronaldo Caiado (DEM-GO).