Por bferreira

Brasília - Dias depois de anunciar o rompimento com o governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou ontem que “"não tem condição” de o PMDB continuar aliado à presidenta Dilma Rousseff até 2018 e então anunciar candidatura própria à Presidência da República. Cunha também respondeu às críticas feitas pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, sobre o rompimento.

Eduardo Cunha foi ontem ao enterro do ex-prefeito Luiz Paulo CondeDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

“Não tem condição de achar que o PMDB vai ficar no governo até o último dia antes das eleições, depois sair com candidatura própria e criticar um governo do qual faz parte. Pezão passa por dificuldades aqui no Estado. É natural que queira manter o vínculo”, disse o presidente da Câmara, ao chegar no velório do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde, de quem era amigo. “Na eleição passada, o PMDB no Rio esteve muito dividido. Pezão ficou de um lado e grande parte do partido, do outro. As divergências são normais entre qualquer companheiro. Não vejo problema e não fiz isso buscando apoio de quem quer que seja. Vou pregar no Congresso que o PMDB saia do governo”, defendeu.

Cunha também afirmou estar tranquilo em relação às citações de seu nome encontradas no celular apreendido pela Polícia Federal, do empreiteiro Marcelo Odebrecht, investigado pela Operação Lava Jato. “Sou uma pessoa pública. Qualquer um pode citar que vai me procurar, falar comigo, isso é normal.”

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