Por felipe.martins

Rio - Enquanto a oposição se movimenta para preparar nova solicitação de abertura de impeachment contra a presidenta, em visita à Finlândia, Dilma Rousseff afirmou que o governo não será paralisado por pedidos de afastamento, independentemente de quantas tentativas forem feitas. Dilma disse que está tomando todas as medidas para recuperar a estabilidade política.


Ao lado do presidente finlandês, Sauli Niinisto, em Helsinque, a presidenta ainda mandou uma resposta ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizendo que seu governo não está envolvido em escândalos de corrupção.


De acordo com a presidente, o país vai superar o atual cenário de crise e recuperar a trajetória de crescimento econômico, apesar dos diversos pedidos de impedimento apresentados contra ela na Câmara. “Acredito que o objetivo da oposição pode ser inviabilizar a ação do governo, mas a ação do governo não vai ser inviabilizada pela oposição, faça ela quantos pedidos de impeachment fizer", disse a presidenta, ao ser questionada sobre novo pedido de impedimento que será protocolado pela oposição esta semana.


Na Finlândia%2C Dilma disse que não há corrupção em seu governoEfe

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, em entrevista à Rede Globo, disse que vê o processo de impeachment de Dilma como regra do jogo democrática e que o país tem uma "boa Constituição" e já enfrentou "vários problemas".


Lewandowski negou que a demora na análise dos ritos para andamento do processo de impeachmet propostos por Cunha beneficie o governo. “Nós daremos toda a prioridade possível e necessária para que esse caso seja solucionado com a rapidez requerida. O STF não fará nenhum julgamento de natureza política. Quer dizer, o processo de impeachment compete à Câmara dos Deputados, em primeiro lugar, e em segundo lugar ao Senado Federal. Nós simplesmente examinamos, se formos provocados, se há uma compatibilidade do processo de impeachment com a Constituição", explicou o ministro.


Dilma e Cunha trocam farpas


A presidenta Dilma e Cunha protagonizaram nova troca de farpas ontem. Apesar de dizer que não o responderia, Dilma rebateu o presidente da Câmara, que na segunda-feira disse “lamentar que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”. “Eu não vou comentar as palavras do presidente da Câmara. O meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado atualmente (referindo-se às denúncias contra o peemedebista)”, disse . Ao ser confrontado com a resposta de Dilma, Cunha foi irônico: “Eu não sabia que a Petrobras não era do governo”.


A Procuradoria-Geral da União ofereceu denúncia ao STF contra Cunha por corrupção e lavagem de dinheiro. Na semana passada, o STF autorizou abertura de novo inquérito para investigar contas do deputado e de seus familiares na Suíça.



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