Por rafael.souza
Publicado 17/11/2015 15:16 | Atualizado 17/11/2015 15:26

São Paulo - Subiu para 37 o número de escolas ocupadas no estado de São Paulo em protesto contra a reorganização escolar que será implantada pela Secretaria de Educação em janeiro de 2016. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira, pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp).

O projeto da secretaria prevê o fechamento de 94 escolas e a transferência de cerca de 311 mil estudantes para instituições de ensino da região onde moram. O objetivo da reorganização, segundo a secretaria, é segmentar as unidades em três grupos (anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio), conforme o ciclo escolar.

Mais cedo, estudantes da Escola Estadual Godofredo Furtado, localizada na Rua João Moura, em Pinheiros, interditaram parcialmente a via em protesto contra a proposta da Secretaria da Educação. Com a reorganização escolar, a unidade de ensino ficará somente com o fundamental 2 (6° ao 9° ano). Os alunos do ensino médio serão realocados em outras escolas.

Escola Estadual Godofredo Furtado, em Pinheiro, ocupada em protesto contra a reorganização dos ciclos de ensinoFoto: Agência Brasil

Além das 25 que estavam ocupadas ontem, a Apeoesp incluiu na lista mais 12: Professor Astrojildo Arruda (Vila Carolina), Sinhá Pantoja (Recanto Santo Antonio), Professora Marilsa Garbosa (Jardim São Luís) e Neide Solitto (Jardim das Palmas), na zona sul da capital; Roger Jules de Carvalho Mange (Itaim Paulista), zona leste; Coronel Antonio Paiva Sampaio (Quitaúna/Osasco); Santinho Carnevale (Vila Mara/Ribeirão Pires); Professora Maria Elena (Parque das Américas/Mauá); Stela Machado (Vila Pacifico/Bauru); Américo Brasiliense e José Augusto de Azevedo Antunes, em Santo André; e Mario Avezani, em Santa Cruz das Palmeiras, na região de Pirassununga.

Na última sexta-feira, os estudantes que ocupavam sete escolas na capital e Grande São Paulo receberam o apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Entre sexta-feira passada e a manhã dessa terça, o MTST ocupou sete estabelecimentos de ensino: quatro na zona sul da capital (Professor Flávio José Negrini, Professora Neyde Sollitto e Comendador Miguel Maluhy, na região do Campo Limpo, Mary Moraes, no Portal do Morumbi), uma na zona leste (Cohab Inacio Monteiro III, Cohab Inacio Monteiro), e duas no ABC Paulista (Antônio Adib Chammas, em Santo André) e Maria Elena (Mauá).

Nesta terça, completa uma semana em que a segunda instituição de ensino da Grande São Paulo foi ocupada. Na última terça-feira, ocorreu a ocupação da Escola Fernão Dias Paes, em Pinheiros, na zona oeste da capital. Na noite de sexta, o juiz Luis Felipe Ferrari Bedendi, da 5ª Vara de Fazenda Pública, que havia determinado, dois dias antes, a desocupação da escola recuou e suspendeu a reintegração de posse.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que continua disposta a dialogar com os manifestantes que ocupam algumas unidades de ensino da capital e região metropolitana, apesar das constantes negativas desses grupos. A secretaria lamenta que grande parte dessas invasões seja liderada por representantes de movimentos que desconhecem o processo de reorganização da rede de ensino. O órgão diz que reconhece o direito à livre manifestação, mas ratifica que não pactua com movimentos político-partidários que não têm como objetivo a melhoria da qualidade de ensino e cerceiam o direito dos alunos de assistirem às aulas. A secretaria informa ainda que todo o conteúdo pedagógico perdido será reposto.

A secretaria não informa quantos estabelecimentos de ensino estão ocupados no estado.

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