Insetos geneticamente modificados ajudaram a reduzir de 124 para nove as notificações de dengue em menos de um ano
Por bferreira
São Paulo - A empresa britânica Oxitec informou ontem que seu mosquito geneticamente modificado conseguiu reduzir em 82% a quantidade de larvas do mosquito Aedes aegypti num dos bairros campeões de registro de dengue de Piracicaba, no interior de São Paulo.
De acordo com os números da firma britânica, os mosquitos geneticamente modificados ajudaram a reduzir de 124 para nove as notificações de dengue em menos de um ano.
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Com o nome comercial de Aedes do Bem, o mosquito da Oxitec tem uma alteração genética que deixa sua prole estéril. O macho de DNA alterado, quando liberado, busca uma fêmea para fecundá-la e produz um ovo infértil, barrando a oportunidade de machos selvagens se reproduzirem.
Durante o período de uso da tecnologia em Piracicaba, 25 milhões de mosquitos machos estéreis foram liberados no bairro-alvo do programa. Os mosquitos, segundo a empresa, não contribuem para a transmissão da dengue e outras doenças porque apenas a fêmea do Aedes aegypti pica.
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Medida semelhante é utilizada na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, por meio de projeto desenvolvido pela Fiocruz. Desde 2012, a instituição já soltou 200 mil mosquitos machos transmissores da dengue.