Estudantes mantêm ocupação na Secretaria de Educação de Goiás

Alunos protestam contra a proposta que transfere a administração de escolas públicas para organizações sociais

Por rafael.souza

Goiás - O grupo de estudantes que ocupou na noite dessa terça-feira a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) do Estado de Goiás permanece no local. Os estudantes protestam contra a proposta que transfere a administração de escolas públicas de Goiás para organizações sociais (OS) e dizem que vão manter a ocupação. Eles reclamam também da forma como foram conduzidas ações de desocupação de escolas nos últimos dias.

De acordo com a Secretaria de Comunicação da Seduce, na terça os estudantes ficaram cerca de quatro horas e meia no interior do prédio da secretaria e, após negociação envolvendo a Polícia Militar e advogados da Ordem dos Advogados do Brasil, instalaram-se no pátio interno, na garagem da secretaria. A secretaria de comunicação informou que, no momento da ocupação, a secretária de Educação, Raquel Teixeira, já havia deixado o prédio.

A Secretaria de Comunicação da Seduce, que está responsável por divulgar informações sobre o caso, não soube confirmar quantos manifestantes permanecem no prédio, mas diz que é um “pequeno grupo”.

Retirada

A ocupação da Secretaria de Educação ocorreu após a retirada de estudantes de escolas. Segundo a Seduce, oito escolas foram desocupadas desde a segunda-feira. Um dos integrantes do movimento estudantil, que pediu para não ser identificado, disse que a ida dos estudantes para o prédio da secretaria foi uma reação à desocupação das escolas, com o uso de violência. Segundo ele, a ideia é permanecer no prédio. Um grupo de estudantes reclamam que o novo modelo de gestão foi decidido sem debate com a comunidade escolar.

O projeto-piloto do novo modelo de gestão das escolas começará por 23 unidades da Subsecretaria Regional de Anápolis, que compreende também outros municípios goianos como Alexânia, Campo Limpo de Goiás e Cocalzinho de Goiás. De acordo com a Secretaria de Educação, as escolas continuarão "100% públicas e gratuitas". O objetivo do novo modelo, segundo o governo, é dar maior eficiência e melhorar a qualidade das unidades, que terão as estruturas melhoradas e manutenção constante.

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