Por bferreira
Publicado 17/05/2013 01:03 | Atualizado 17/05/2013 03:19

Rio - Pesquisa divulgada ontem mostra que mulheres usam mais o telefone celular do que os homens. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de mulheres com aparelhos móveis ultrapassou o de homens pela primeira vez em 2011. Do total de 115,5 milhões de usuários de celular, as mulheres representam 69,5% (60,3 milhões) e, os homens, 68,7% (55,2 milhões). Em 2005, a estimativa em relação ao total da população havia sido de 36,9%, sendo de 38% para os homens e 35,2% para as mulheres.

Mônica%2C 21%2C e Solange%2C 51%2C contam que usam muito o celular no dia a diaPaulo Araújo / Agência O Dia

Para a diretora regional da Claro, Gabriela Derenne, cada vez mais as mulheres assumem novas funções e, com isso, o celular passa a ser um instrumento funcional para os afazeres domésticos e profissionais. “A mulher tem que cuidar da casa, dos filhos, do marido e ainda trabalhar. Ela gerencia toda a vida à distância e o celular é fundamental para administrar esse dia a dia”, afirmou durante o lançamento do serviço de internet sem fio para os clientes da Claro, Embratel e NET.

A servidora pública Solange Cavalcanti, 51 anos, concorda com a executiva. “Uso o celular para tudo. A mulher se envolve mais com os problemas dos filhos, da casa, do marido, e precisa do celular para dar conta de tudo. Além disso, uso muito o aparelho para resolver questões que ficaram pendentes no trabalho”, explica. Sobrinha de Solange, a estudante Mônica Cavalcanti, 21 anos, conta que também usa muito o celular para falar com as amigas e o namorado. “Minhas ligações com meu namorado duram cerca de meia hora. Acabo gastando muito com celular”, diz.

Na análise etária da pesquisa, o percentual de usuários de aparelhos de telefonia móvel cresceu com o aumento da idade, partindo de 41,9%, na faixa de 10 a 14 anos, e atingindo 83,2% no grupo 30 a 34 anos. A partir de 35 anos, notou-se decréscimo das proporções, chegando a 43,9% no grupo de pessoas de 60 anos ou mais. Contudo, foi nos grupos de 35 a 39 anos e de 40 a 44 anos que houve o maior ganho de participação, em torno de 37 pontos percentuais em seis anos.

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